terça-feira, 29 de setembro de 2015

Festival do Espumante SBAV 2015 - Um passeio pelas borbulhas!

Na última sexta feira aconteceu no Hotel Pestana São Paulo o Festival do Espumante 2015, uma ótima oportunidade de degustar e promover o espumante e difundir a bebida entre nós, consumidores além de profissionais da área. O evento, organizado pela SBAV (Associação Brasileira dos Amigos do Vinho) contou com as presenças da Pizzato, Aurora, Salton, Decanter, Perini, Miolo, Valmarino, MoëtHennessy, Adolfo Lona, Cave Geisse e cinco produtores da Campanha Gaúcha. O ambiente estava propício para tal, afinal o dia inteiro fez muito calor e a desconcentração com que os vinhos espumantes foram apresentados, atraiam muitas pessoas para o salão do hotel. Abaixo destaco alguns espumante que, segundo minha opinião, foram destaques no evento.


Adolfo Lona Brut Rosé: espumante elaborado pelo método charmat e que possui em sua composição Chardonnay e Pinot Noir. Este vinho é mais fresco, fácil de beber e entender. Tinha uma coloração salmão puxando casca de cebola roxa com borbulhas minúsculas, extremamente abundantes e persistentes. No nariz o vinho alternava frutos vermelhos frescos com toques cítricos, lembrando um pouco de abacaxi e limão siciliano. Na boca tem boa cremosidade, aliando ainda boa acidez e e estrutura média. Retrogosto confirma olfato e o final é de média para longa duração. Sem dúvida um belo vinho espumante;


Poesia do Pampa Brut Guatambu: este espumante é elaborado pelo método champenoise e que possui em sua composição uvas Chardonnay e Suavignon Blanc de Dom Pedrito, na fronteira com o Uruguai. De cor amarelo palha com reflexos esverdeados, o espumante tinha um perlage intenso e de pequenas borbulhas em abundância. Toques de frutos cítricos e maçã verde com leve lembrança de panificação ao fundo. Na boca fazia a diferença com muito frescor e cremosidade, com um equilibrio incrível. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração;


Hermann Lirica Brut: este é um espumante de todo curioso, começando por sua composição, 75% de Chardonnay e 25% de Gouveio de vinhedos localizados em Pinheiro Machado, no Rio Grande do Sul (Serra do Sudeste) também feito pelo método champenoise. Resulta num vinho espumante de coloração amarelo palha com reflexos esverdeados com uma perlage intenso e abundante. Toques de frutos cítricos, flores e com um fundo notadamente de panificação. Na boca era fresco e cremoso, com o retrogosto confirmando o olfato e um final longo e limpo. Mais uma bela descoberta;


Pizzato Brut: mais um vinho espumante que tem como base as uvas Chardonnay e Pinot Noir, também pelo método champenoise. Ostenta a DO Vale dos Vinhedos em seu rótulo. Cor amarelo palha com reflexos esverdeados, perlage abundante e de finas borbulhas. Aromas de frutos tropicais e cítricos, flores e panificação. Cremoso e fresco, este vinho espumante confirma o olfato com o seu retrogosto. Delicioso e longo;


Valmarino Brut Rosé: este vinho aparece aqui para fechar o post por ser muito curioso, composto por uvas Sangiovese e Pinot Noir, feito pelo método champenoise. Apresenta coloração rosada tendendo a um acobreado/alaranjado com boa formação de perlage. Aromas de frutos vermelhos e cítricos com algo de panificação. Fresco e com boa cremosidade, se tornando fácil de beber. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração. Vale conhecer.

É evidente que tínhamos muitas outras opções de bons vinhos espumantes, o que só vem a provar que o Brasil realmente está um passo a frente no tocante a esta bebida. Mas, para não me tornar cansativo, escolhi estas dicas acima e espero que tenham gostado. Um grande evento promovido pela SBAV e que, ano após ano entra para o circuito dos eventos reconhecidamente tradicionais do calendário de Sampa.

Até o próximo!

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Hidalgo Castilla Verdejo 2014: A saga do vinho branco versus o calor continua

Continuando na onda branca (vinhos brancos) aqui no blog, afinal com esse calorão me sinto estimulado a consumir tais vinhos, viajamos diretamente para a Espanha. E encontramos uma casta que apesar de ter sua fama pelas terras de lá, eu percebi que pouco consumi até então. Hora de virar o jogo e comentar sobre o Hidalgo Castilla Verdejo 2014. Nota mental: consumir mais vinhos brancos, mesmo no inverno ou em temperaturas mais amenas, pois eles também guardam boas surpresas e prazer.


A Bodegas Verduguez, produtora do vinho, é uma empresa familiar (atualmente na quarta geração), na cidade de Villanueva de Alcardete, na parte oriental da província de Toledo, na fronteira com a província de Cuenca. A Bodega está registrada no Conselho Regulador da DO La Mancha que apoia e destaca a alta qualidade de seus vinhos. A adega atual foi fundada no mesmo ano em que foi construída, 1950, só que com outro nome. A partir de 1994 o atual presidente, Miguel Angel Verduguez Morata, num claro compromisso com a qualidade, começou a mudar a produção de vinhos tintos e brancos, e ao invés de vendê-los a granel, passou para o desenvolvimento de vinhos varietais puros com a preparação e caracterização necessária para atender às necessidades do mercado.

Sobre o Hidalgo Castilla Verdejo 2014, podemos acrescentar que faz parte da seleta gama de vinhos especiais da vinícola e que é feito com 100% de uvas Verdejo sem estágio em barricas de madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração amarelo palha com reflexos ainda esverdeados e joviais. Lágrimas de médio volume e de velocidade moderada também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos, frutos tropicais como maçã verde e pêssego e toque florais. 

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio com uma acidez ligeiramente pronunciada. O retrogosto confirma o olfato e adiciona uma nuance mineral e herbácea ao vinho.

Um vinho jovem, simples e bem fácil de beber, daqueles que quando você percebe, a garrafa secou. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Paralela Grasevina 2013: Vinho branco croata para combater o calor!

Passando por essa onda de calor que nos assolou em pleno inverno e que persiste ainda na primavera, tenho bebido muito vinho branco, coisa pouco comum em casa, e tenho me surpreendido positivamente cada vez mais. O vinho que trago hoje é oriundo da Croácia, o Paralela Grasevina 2013. Vamos ver o que descobrimos sobre ele?


A Krauthaker Vineyards & Winery, produtora do vinho em questão, possui vinhedos onde 38 diferentes variedades de uvas crescem, e estão localizados na região vinícola Kutjevo, na encosta sul de Krndija - uma colina eslovena parcialmente inserida dentro do Papuk Nature Park. Tudo isso na Croácia. Difícil não? E é, pois é muito pouco divulgado por aqui, em nosso mercado. Vlado Krauthaker, bacharel em agronomia e enólogo, proprietário da Krauthaker Vineyards & Winery, contribui para enriquecer a viticultura e a enologia da região Kutjevo. Na época de sua fundação, a vinícola tinha em sua propriedade 1 hectare de vinhas, no entanto, até 2010, a vinícola tornou-se proprietária de 32 hectares de vinhedos. A adega opera hoje com mais 68 hectares de vinhas de propriedade de terceiros. A atenção especial é dada à variedade indígena conhecida como "Graševina", cujos vinhos são frequentemente premiados com medalhas de ouro em feiras e exposições de vinho ao redor do mundo. Entretanto, são produzidos vinho de outras variedades de uva: Chardonnay, Pinot Gris, Zelenac, Merlot e Pinot Noir. 

Sobre o vinho de hoje, o Paralela Grasevina 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho é um corte da uva nativa Graševina com a internacional Riesling sem estágio por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelo palha com tendência ao dourado, brilhante e bem limpida. Lágrimas finas, incolores e rápidas também apareciam na taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos (limão siciliano) e frutos tropicais (pêssego), toques herbáceos e algo de mel.

Na boca o vinho apresentou corpo médio com uma acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e adiciona um quê mineral, algo como maresia, salobridade. O final era de média duração.

Mais um curioso vinho diretamente da Croácia que ajudou a diminuir o calor de uma noite dessas em Sampa. Acompanhou filé de peixe ao molho de tomates c/ cogumelos frescos e brócolis. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Casarena Jamilla's Single Vineyard Perdriel 2012: Elegância a toda prova!

Casarena Bodegas & Viñedos (traduzido como "Casa de Areia") tem este nome em virtude do estuque exterior em tons de terra da vinícola, localizada em Brandsen Street, no coração do distrito de Perdriel, na região de Luján de Cuyo, a cerca de 20 minutos do centro de Mendoza. Este projeto viticultural começou em 2007 após a reconstrução de uma vinícola familiar centenária (datada de 1937). O prédio antigo, onde a Bodega Casarena se encontra, foi totalmente renovado para a operação de uma adega state-of-the-art, que combina os melhores dos processos tradicionais com as mais recentes inovações tecnológicas. No momento, tem uma capacidade de 650.000 litros em tanques de revestidos com epoxi e equipados com um sistema de aquecimento e arrefecimento, o que ajuda a evitar alterações de temperatura durante o processo de fermentação. A adega tem também 175 mil litros de capacidade em tanques de aço inoxidável e uma sala especial projetado para armazenar 400 barris de carvalho, com temperatura controlada e sistema de umidade.


Falando um pouco mais sobre o Casarena Jamilla's Single Vineyard Perdriel 2012, podemos acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Malbec de Agrelo & Perdriel, Luján de Cuyo, Mendoza. A fermentação acontece com leveduras naturais e o vinho passa por malolática e envelhecimento em barris de 500 litros. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou coloração de um profundo violáceo, brilhante e limpido. Lágrimas finas, rápidas e abundantes, com bastante cor, também se faziam presentes.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos, grafite, chocolate e florais. Sem exageros.

Na boca o vinho tinha corpo médio para encorpado, boa acidez com taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belo vinho, acima de qualquer suspeita. Não é pesado nem tão pouco enjoativo, amigo de uma boa mesa como de um bom papo. Foi ganhador de troféu na premiação do Argentina Wine Awards 2015 na categoria Malbecs. Estará na prova principal do Argentina Tasting Experience (relembrem  o que é e quando será aqui). Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Peñasol Selección Tempranillo Garnacha: Um BBB espanhol!

Em tempos de crise, como os que passamos hoje em dia, nada melhor do que encontrarmos opções mais em conta para produtos que gostamos de consumir. E este vinho que vamos falar hoje, o Peñasol Selección Tempranillo Garnacha, com certeza se encaixa nesta categoria. Veja, não espere qualidade de Grand Cru de Bordeaux aqui mas sim o prazer de conseguir consumir um vinho que se encaixa no dia a dia.


Este vinho é produzido pela Félix Solís, uma empresa familiar dedicada à produção de vinhos de qualidade, suco de uva e sangria. A empresa tem duas adegas nas denominações mais importantes no centro da Espanha; Valdepeñas e La Mancha. A adega de Valdepeñas foi inaugurada em 1975 com algumas das melhores e mais modernas técnicas de produção e engarrafamento disponíveis até então. O site é uma das maiores empresas familiares em termos de recepção de uva, com uma capacidade de colheita diária de 7,5 milhões de quilos e uma adega de vinificação para 175 milhões de quilos de uvas. Para efeitos do envelhecimento tradicional, o site tem uma grande cave com barricas de carvalho americano, necessário para a produção de Crianzas, Reservas e Gran Reservas. A adega lançou com sucesso uma série de marcas, incluindo Vina Albali e Los Molinos, muito conhecidas pelos consumidores espanhóis. Já a adega Félix Solís em La Puebla de Almoradiel está localizada em La Mancha, com uma grande tradição no cultivo de uva e produção de vinho. Suas modernas instalações são perfeitas para a produção de vinhos jovens produzidos com variedades de uvas indígenas e internacionais. A adega de La Mancha teve sua primeira colheita em 2011 e os seus vinhos, Caliza e Vina San Juan, já receberam prêmios em alguns dos concursos de vinhos internacionais de grande prestígio.

Sobre o Peñasol Selección Tempranillo Garnacha, podemos acrescentar que é um vinho considerado um Vino de la Tierra de Castilla, o equivalente ao francês Vin de Pays, sendo uma indicação geográfica para vinhos espanhóis localizada na região autônoma de Castilla La Mancha. É feito a partir de um corte (50% de cada) de uvas Tempranillo e Garnacha sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas se faziam notar. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros e leve toque floral.

Na boca o vinho apresentou corpo leve, boa acidez e taninos finos e macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de curta para média duração.

Se você gosta de vinhos simples, sem defeitos e que pode acompanhar desde um papo até comidas mais leves, este pode ser o seu vinho. É vendido na rede Pão de Açúcar por algo em torno de 25 dinheiros e não decepciona, entrega o que promete. Eu recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Caligiore Bonarda 2013: Argentino orgânico, uma bela experiência!

A Caligiore vinhos orgânicos é um negócio puramente familiar e dedicada exclusivamente à produção biológica de uvas e vinhos. Nascida em 2001, em Luján de Cuyo, aos pés da Cordilheira dos Andes e a 900 m de altitude, como a realização de um projeto para a integração da cadeia de suprimentos baseada em uma política clara de responsabilidade social corporativa, e uma meta pessoal de seus fundadores, a família Caligiore, de modo que o novo empreendimento constituiria um espaço de auto, de realização de objetivos pessoais para todos os membros da equipe. Assim, interpretando a essência da terra mendocina , desde o berço tradicional dos grandes vinhos argentinos, nasceu a idéia fundamental deste projeto, que era criar a primeira linha de vinhos orgânicos premium da Argentina, produzidos e certificados de acordo com padrões internacionais de produção orgânica e, assim, dar aos consumidores a opção de desfrutar de vinhos de alta qualidade, sensorialmente complexos, onde o potencial do terroir é destaque; feitos de maneira diferente, especial, sempre respeitando a natureza. Cada vinho é uma criação que combina o trabalho do homem e da alma da terra para expressar a essência de ambos, quase como uma obra de arte. Este é o conceito que envolve os vinhos Caligiore.


Sobre o Caligiore Bonarda 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho produzido com uvas 100% Bonarda de vinhas de aproximadamente 35 anos de idade. O vinho passa por envelhecimento de 8 meses em tanques de aço inoxidável mais 3 meses em garrafa sendo que 15% do volume é envelhecido em carvalho americano. Para finalizar o vinho não é ajustado nem filtrado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de média para grande intensidade com algum brilho e alguma limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e bem coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, coco e toques mentolados.

Em boca o vinho o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez com taninos macios e aveludados. O retrogosto confirma o olfato. Leve dulçor na entrada de boca que contrasta com o final longo e seco.

Um belo vinho sem dúvidas, uma boa experiência com um vinho orgânico que confesso não conhecer muito bem mas que só apresentou qualidades. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Rapariga da Quinta 2012 e Bacalhau: que combinação deliciosa!

Eu sou suspeito quando falo de vinhos portugueses e mesmo da culinária de lá, por que eu sou um grande fã. E tem aquele restaurante português pertinho de casa que sempre parece me chamar, mesmo que inconscientemente, para mais uma boa refeição por lá. Esse restaurante é o Ora Pois, que eu já comentei algumas vezes por aqui (relembrem aqui principalmente) e foi onde eu provei o vinho do post de hoje. Vamos a ele?


Luís Duarte, produtor do Rapariga da Quinta, é um dos enólogos mais renomado de Portugal. Em 1997 foi destacado com o título de Enólogo do Ano pela Revista de Vinhos, uma das publicações especializadas mais prestigiadas de Portugal. Em 2007 repetiu a façanha, conquistando novamente este título. Em 2010, foi nomeado para a categoria “Best Winemaker in the World” do Wine Awards 2010, um concurso realizado pela revista alemã Der Feinschmecker e ficou entre os seis finalistas. Em seus quase 25 anos de carreira, sempre no Alentejo, Luis Duarte vem assinando muitos dos vinhos alentejanos que mais prazer proporcionam e maior sucesso tem alcançado. E recentemente tem nos presenteado com vinhos de seu projeto pessoal, elaborados com suas vinhas, daquelas que circundam a sua casa. (retirado do site do importador, Épice)

Sobre o Rapariga da Quinta 2012, podemos complementar que é um corte das uvas Trincadeira, Alicante Bouschet e Aragonêz sendo que passa por 6 meses de estágio em barrica de carvalho americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de média intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também tingem as paredes da taça. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, toques de especiarias e de baunilha. Ao fundo de taça também se notava notas tostadas.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios e fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.


E claro que para acompanhar, nada melhor do que um bom e velho Bacalhau Assado na Brasa com Batatas ao Murro, um show. Eu recomendo a prova, do vinho, do restaurante, enfim, da culinária e dos vinhos portugueses que em geral, tem trazido satisfação e preços mais acessíveis.

Até o próximo!

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Bourgogne Pinot Noir Vielles Vignes 2013 Pierre André

A mítica Borgonha, na França, com seus elegantes vinhos, é ainda um lugar que eu preciso explorar mais. Digo isso no sentido de que eu preciso de uma maior "litragem" de vinhos realmente dignos de lá para conhecer melhor. E acho que este é um exemplo que pode me ajudar. Não é um dos vinhos considerados ícones nem é produzido com uvas dos míticos vinhedos por lá existentes mas pode me ajudar a estudar um pouco. Hoje é dia de Bourgogne Pinot Noir Vielles Vignes 2013 Pierre André por aqui.


Pierre André é um nome que pode excitar até mesmo os mais sofisticados paladares. Ela evoca as maiores denominações Borgonha. É no coração de Côte de Beaune e mais precisamente sobre os "terroirs"(solos) de Corton que esta marca de vinhos de prestígio nasceu. Originalmente, um homem se apaixonou por um lugar muito especial:. A Colina de Corton, comumente conhecida como a "Colina dos Milagres", segundo diziam as mais diversas histórias contadas por lá. Seus vinhedos tem a fama de produzir alguns dos melhores vinhos da Borgonha. A Colina de Corton é um verdadeiro mosaico de terroirs e constitui a maior coleção de Grands Crus da Borgonha. Hoje, Pierre André se tornou sinônimo de uma busca incessante para produzir vinhos especiais de cada parcela individual e um símbolo de excelência na Borgonha.

Falando um pouco mais do vinho em si, o Bourgogne Pinot Noir Vielles Vignes 2013 Pierre André é uma mistura de uma variedade, a Pinot Noir, a partir de vários locais da Côte de Beaune - Aloxe-Corton, Ladoix, e Savigny Beaune. Os solos são típicos da Côte de Beaune, argila calcária com marga dominante. As parcelas estão localizadas na parte inferior da colina e na planície. As vinhas tem, em média, 40 anos de idade, que é a idade ideal para a produção. Sem informações de passagem por barricas embora sugestivamente baseado em aromas/sabores, eu diria que passa. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou uma coloração rubi violácea de média intensidade com uma tendência ao granada nas bordas, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também fazem parte do aspecto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos, especiarias doces, toques de ervas e tostado.

Na boca o vinho se mostrou com médio corpo, taninos firmes e marcados, mas de boa qualidade e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Considero um bom vinho vindo da Borgonha, de entrada, para desenvolver o paladar. Agradou em cheio e a garrafa foi embora numa velocidade incrível. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

ARGENTINA TASTING EXPERIENCE 2015

A grande metrópole brasileira sediará o lançamento mundial desta nova iniciativa da Wines of Argentina para apresentar alguns dos melhores vinhos daquele país. O evento contará com uma Mega Degustação às cegas, degustações sensoriais sobre diferentes temas e um espaço central com um bar que terá os vinhos premiados com medalhas de Ouro e Prata no último Argentina Wine Awards (falei sobre este prêmio aqui).


No dia 30 de setembro de 2015, às 16:30, a Wines of Argentina, realiza o Argentina Tasting Experience na cidade de São Paulo no Hotel 115 - Vila Madalena. O evento contará com uma Mega Degustação às cegas, degustações sensoriais sobre diferentes temas e um espaço central com um bar que terá os vinhos premiados com medalhas de Ouro e Prata no último Argentina Wine Awards.

O Argentina Tasting Experience é um evento dinâmico e interativo e os participantes poderão participar de várias palestras onde os palestrantes serão renomados enólogos como Alejandro Vigil (Catena Zapata), Sebastián Zuccardi (Familia Zuccardi), Bernardo Bossi (Casarena), Hervé Birnie Scott (Diretor da Chandon) e Manoel Beato (Sommelier-Chefe do Grupo Fasano), entre outros.

Cerca de 150 pessoas terão a oportunidade de provar às cegas os 18 vinhos premiados com troféu e com medalha de ouro na última edição dos Argentina Wine Awards. Outra atividade durante o dia incluirão o "BAR AWA" com 22 vencedores de medalhas de ouro e prata na AWA 2015. O evento começa às 16:30 e vai até às 23:00. Esta será uma forma inovadora de apresentar vinhos de forma descontraída e instrutiva.

Haverá também um espaço central e social, mais “lifestyle, para que os convidados possam aproveitar um cocktail exclusivo, com música e um um DJ convidado, além de um espaço de fotos cabine de fotos para aqueles que desejam ser fotografado.

As entradas para o evento serão vendidas através do site https://semhora.com.br/parceiro/evento/ate-argentina-tasting-experience

Os valores são:

- Palestras (16:30 às 19:00): R$ 80,00.
- Degustação Principal (20:00 às 22:30): R$ 100,00.
- Pacote Palestras + Degustação: R$ 150,00.

As Vinícolas argentinas participantes:

Andeluna Cellars
Bodega Argento
Bodega Atamisque
Bodega Del Fin del Mundo
Bodega Riglos
Bodega Septima
Bodegas Salentein
Casa Bianchi
Casarena
Doña Paula
El Esteco
Familia Zuccardi
Finca Sophenia
Kaiken
Lagarde
Mascota Vineyards
Nieto Senetiner
Norton
Pascual Toso
Proemio Wines
Riccitelli Wines
Terrazas de Los Andes
Trapiche
Vinorum

Estou contando os dias pro evento! Quem sabe nos encontramos por lá?

Até o próximo!

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Melhog La Mancha Tempranillo 2014: Agora é a vez da #CBE

Com certo atraso este mês, afinal a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs tem por característica que seus membros postem todos sobre um mesmo tema no primeiro dia de cada mês, chegamos ao nosso post. Neste mês, o tema foi dado pela Ju Gonçalves, do blog Vou de Vinho, e ela sem titubear mandou a seguinte missão: "Um vinho feito de uva tempranillo, de qualquer lugar e qualquer preço". Vamos a ela com o vinho Melhog La Mancha Tempranillo 2014.


A Bodegas Verduguez, produtora do vinho, é uma empresa familiar (atualmente na quarta geração), na cidade de Villanueva de Alcardete, na parte oriental da província de Toledo, na fronteira com a província de Cuenca. A Bodega está registrada no Conselho Regulador da DO La Mancha que apoia e destaca a alta qualidade de seus vinhos. A adega atual foi fundada no mesmo ano em que foi construída, 1950, só que com outro nome. A partir de 1994 o atual presidente, Miguel Angel Verduguez Morata, num claro compromisso com a qualidade, começou a mudar a produção de vinhos tintos e brancos, e ao invés de vendê-los a granel, passou para o desenvolvimento de vinhos varietais puros com a preparação e caracterização necessária para atender às necessidades do mercado.

Sobre o Melhog La Mancha Tempranillo 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% Tempranillo sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou uma coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas, levemente coloridas e em boa quantidade também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos e toques florais.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez com taninos redondos e macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.


Um vinho jovem, simples e bem fácil de beber, daqueles que quando você percebe, a garrafa secou. Eu recomendo a prova. Para acompanhar fomos de rib steak grelhado com chips de batata doce e legumes. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo. E assim concluímos mais uma tarefa para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs.

Até o próximo!

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Vinhos do Alentejo em SP: Herdade do Gamito

Ontem foi dia de provas alguns vinhos portugueses que ainda não conhecida e claro, de revisitar alguns outros tantos que já conheço e gosto. Mas me chamou atenção uma casa que, segundo o representante presente no stand, ainda não tinha importador para o Brasil e que, provando seus vinhos, acho um desperdício. Estou falando da Herdade do Gamito.

Do site do produtor: "A Herdade do Gamito está situada no Nordeste Alentejano, a 4 quilômetros do Crato, vila histórica que foi sede da Ordem de Malta em Portugal. Com 27 hectares de vinha, é propriedade de descendentes de uma antiga família tradicional, com raízes centenárias na região. Histórias e personagens deste passado áureo habitavam a imaginação de Gonçalo Sá da Bandeira, que em criança sonhava recuperar as terras ancestrais para delas viver. Um querer, que aliado ao amor pela terra e à paixão pelo vinho, o levou a comprar a seu pai uma pequena parcela de terreno, que restava de um patrimônio agrícola familiar. Foi com muito trabalho, persistência e ajuda da mulher e dos amigos, que alargou as fronteiras da sua propriedade e iniciou-se na arte de fazer vinho. Primeiro de forma artesanal, mais tarde adaptando a tradição às exigências da enologia moderna".


Durante o evento eles trouxeram 3 vinhos para degustação, mas nos parágrafos abaixo gostaria de destacar dois, na verdade um único, mas me pareceu que ficaria um post meio vazio e de última hora resolvi incluir o segundo. Em ordem de preferência, começarei com o intruso de última hora e fecho com meu preferido da Herdade do Gamito, se não o preferido da feira.

O primeiro vinho que destaco é o Herdade do Gamito 2009, considerado quase topo de gama da vinícola, este vinho é um corte de uvas Syrah, Alicante Bouschet, Trincadeira e Merlot com estágio de 12 meses em barricas francesas. Resulta em um vinho de cor violácea de boa intensidade, algum brilho e limpidez. Trás no nariz aromas de frutos escuros, algo floral e de especiarias. Na boca é gordo, encorpado e de taninos firmes com boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final é um pouco curto. Bom vinho.

Chegamos então ao meu preferido, o Gamito Alicante Bouschet 2011, primeiro vinho monocasta da Herdade do Gamito (ALicante Bouschet, just in case). Também passa por 12 meses de estágio em barricas de carvalho francês. Resulta num vinho violáceo de grande intensidade com ligeiro halo granada com boa limpidez e algum brilho. Aromas de frutos escuros, chocolate e tostado. Em boca é cheio, encorpado, taninos macios, redondos e de ótima acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final é longo e saboroso. Vinhaço!

Como dito anteriormente, ainda não tem importador aqui pro Brasil. Candidatos? Não percam a oportunidade, eu recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Nederburg Action: 41ª edição do maior leilão de vinhos do Novo Mundo!



Considerado o maior leilão anual de vinhos do Novo Mundo, o Nederburg Auction, chega a sua 41º edição. Realizado anualmente na cidade de Paarl, em Westerm Cape, na África do Sul, o evento acontece nos dias 11 e 12 de Setembro e tem entre seus principais objetivos promover o vinho local, divulgar os avanços do país no cultivo das uvas e na produção do vinho, além de criar um canal para venda de safras antigas e recentes (quem sabe o Brasil pudesse aprender com ações como essas para promover seus produtos e vinhos, não?).

Exibindo

Promovido pela vinícola Nederburg, a primeira edição do Auction aconteceu em 1975, em conjunto com outras quatro vinícolas. Desde então, o número de participantes é cada vez maior. O evento, que é o mais antigo do Novo Mundo, está entre os principais do planeta, ao lado dos leilões de Hospice de Beaune na França e na Kloster Eberbach na Alemanha.

Ao todo, 67 vinícolas participarão do evento este ano disponibilizando vinhos para compras e provas. Os consumidores e especialistas, além de degustar a bebida e dar os seus lances, também podem acompanhar, entre um pregão e outro, eventos que valorizam a cultura sul-africana.


As vendas no Auction são divididas em sete categorias: Noble late Harvest, Semi-Sweet White, Port, Red, Cap Classic Sparkling, Fortified e Dry White. No ano passado, o leilão teve um novo recorde de vendas com um aumento em 68,5% em relação à edição de 2014 – quando preço médio por litro foi de R 597.36 (R$ 128,00) e total de vendas foi de R 7 milhões (R$ 1,5 milhão).

O Nederburg Auction também realiza uma ação beneficente em que parte das vinícolas participantes doam rótulos especiais para a venda. O valor arrecadado é destinado à Fundação Hope Through Action e ao Centro Breytenbach. Entre esses rótulos está o Nederburg Private Bin Edelkeur 1977

Superando as expectativas a cada edição, o Nederburg Auction tornou-se uma plataforma de expansão nacional e internacional dos vinhos sul-africanos. Além disso, o evento revela ao mundo o potencial da região como produtora de vinhos de qualidade. como indústria e a qualidade dos vinhos da região.

Confira a lista das vinícolas e seus respectivos rótulos que estarão à venda no Nederburg Auctionwww.nederburgauction.co.za/2015-wines-on-auction/

Num mar de noticias ruins em que o mundo se encontra, com intolerâncias de todos os modos, uma boa ação como a que também faz parte deste leilão, merece ser divulgada.

Até o próximo!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Conte di Monforte Negroamaro IGT Puglia 2013

Quanto mais eu bebo vinhos italianos mais eu chego a conclusão de que eu gosto muito daquele país e que menos eu sei sobre seus costumes, regiões, e claro, seus vinhos. Mas aí é que reside a graça de beber e degustar para conhecer. Hoje vamos a região Sul da Itália, mais precisamente a Puglia. A Puglia é uma área ideal para o cultivo de uvas, com temperaturas médias de cerca de 17,5 ° e com precipitação média anual inferior a 500 mm, com chuvas raras de alta intensidade, concentradas no período entre outubro e março, ainda durante o ciclo da videira. Os ventos, principalmente sudeste e norte, têm alta intensidade e uma distribuição uniforme. Seu solo vermelho, especialmente argila e calcário, garante também muita riqueza e estrutura aromática aos vinhos.


A Vinícola Conte di Monforte foi fundada em 1929 e é a ponte ideal entre o DOC e o IGT na região, no sul da Itália (sabe ali no saltinho da bota?). Uma casa dedicada à produção de vinhos de alta qualidade à todos os amantes do bom gosto e estilo moderno. Por esta razão, Conte di Monforte interpreta inovando as mais prestigiadas DOC e IGT na região, aumentando o frescor e o prazer de beber, para trazer sabores únicos.

Já falando especificamente do vinho alvo do post de hoje, o Conte di Monforte Negroamaro IGT Puglia 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com uvas 100% Negroamaro com passagem de seis meses por barricas de carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou uma coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas compunham ainda o conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas bem maduras, algo de especiarias e leve toque de tabaco.

Na boca o vinho se mostrou com médio corpo, boa acidez e taninos marcados e presentes. O retrogosto confirma o olfato e adiciona uma nuance de ervas, tipo infusão, não detectada no nariz. O final era de média duração.

Me parece ser uma boa opção de vinho italiano para quem não conhece, uma uva nativa/autóctone da região e que, mostrou bom custo benefício. Recomendo que provem.

Até o próximo!

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Goedverwacht Crane Rosé Brut 2013: Borbulhas vindas da África do Sul!

Hoje, a Goedverwacht Wine Estate está situada no belo vale a partir do qual a pequena cidade Bonnievale leva seu nome, próximo a parte ocidental da Cidade do Cabo, na África do Sul. O centro de degustação de vinhos foi projetado por Derek Van Zyl e a adega/casa da fazenda recém-construídas se assemelham a um celeiro centenário, renovado com características holandesas da cidade do Cabo, como vigas expostas e acabamentos rústicos. Na década de 1960, Gabriel Hendrik du Toit, um engenheiro civil, seguiu o seu sonho de se tornar um viticultor através da compra de duas fazendas vizinhas, totalizando 70 ha, no belo Breede River Valley, entre Robertson e Bonnievale. Ele acrescentou uma terceira propriedade para começar uma fazenda de gado leiteiro e chamou-lhe Soek Die Geluk, uma vez que ele acreditava firmemente que iria encontrar a felicidade neste empreendimento. Entre 1989 e 2003, Jan du Toit, o atual proprietário, acrescentou mais três fazendas para as propriedades originais e, atualmente, as duas fazendas cobrir um total de 220 ha. Desse total, 180 ha estão sob irrigação.


Sobre o Goedverwacht Crane Rosé Brut 2013 podemos ainda acrescentar que é um vinho espumante feito a partir de uvas Syrah (100%) pelo método Charmat, ou seja, com a segunda fermentação acontecendo em tanques de inox. Não consegui precisar o período de contato com as leveduras. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante mostrou uma coloração salmão mais escura, límpido e brilhante. Boa formação de perlage, fino, delicado e contínuo.

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutas vermelhas, tuti-fruti e leve toque de fermentação ao fundo. 

Na boca o vinho espumante era cremoso e bem fresco.O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótima descoberta de vinho espumante, de um local não tradicional pra este tipo de vinhos, mas que pode vir a ser uma boa opção para o dia a dia, para um papo com amigos ou mesmo para bebericar com uma boa companhia. Para acompanhar, neste dia resolvemos fazer um risoto de legumes (receita da Rita Lobo do canal por assinatura GNT) e uma roseta de pescada. Tudo ficou muito bom e o casamento se deu de maneira muito saborosa. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Quinta do Ameal Clássico Loureiro: Portugal invadiu o Winebar!!

Em mais uma oportunidade de participarmos do Winebar, desta vez viajamos virtualmente até Portugal e uma de suas regiões que são mal exploradas em nosso mercado, a região dos Vinhos Verdes. E eu falo isso por que seus vinhos crocantes e frescos combinam muito com o clima mais quente que enfrentamos por aqui invariavelmente nos últimos tempos, seja no verão ou mesmo neste inverno de mentirinha. E desta vez, com o apoio da Qualimpor, que irá trazer os vinhos da Quinta do Ameal para o Brasil a partir de então, pudemos degustar o vinho Quinta do Ameal Clássico Loureiro 2014. O responsável por nos apresentar o vinho foi ninguém menos que o o enólogo Pedro Araújo.


A Quinta do Ameal é uma pequena propriedade muito antiga (1710) de rara beleza natural. Lá são criados e produzidos vinhos brancos de excelência feitos a partir de uma casta de uvas portuguesa chamada Loureiro. Esta atinge a sua maior expressão aromática e gustativa neste fantástico Vale do Lima onde a vinícola está situada. Exportado para mais de 15 Países, o Ameal encontra-se nas cartas de muitos dos melhores e mais exigentes restaurantes do Mundo assim como das mais prestigiadas lojas. E chega ao Brasil pelas mãos da Qualimpor, a importadora que entende de vinhos portugueses.

Já sobre o Quinta do Ameal Clássico Loureiro 2014, podemos acrescentar que o vinho é feito com uvas 90% Loureiro e 10% Arinto colhidas no Vale do Lima, onde a casta Loureiro atinge a maior expressão aromática e gustativa. Passa por maturação de 3 a 6 meses em cuba de inox a temperatura controlada. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresenta uma cor amarelo palha bem clarinha, com reflexos quase prateados. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se fazem presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, flores e leve picância.

Na boca o vinho se mostrou de corpo leve para médio e uma acidez elétrica gerando muito frescor. Retrogosto confirma o olfato e adiciona um carácter mineral muito intenso, lembrando salinidade marinha. Final de longa duração.


E assim se foi mais um delicioso Winebar com mais um belo e interessante vinho, desta vez da terrinha lusitana. E para acompanhar este vinho, afinal toda essa acidez e frescor pedia uma comidinha, fomos de pescada branca com tempero de pimenta, sal e limão coberto com alcaparras e alho poró. E olha que o casamento foi muito bom.

Até o próximo!