quinta-feira, 30 de junho de 2016

Palistorti Di Valgiano 2009: Um super toscano animal!

Sempre que posso, tento associar ao vinho sendo bebido, uma lembrança gostosa que este possa vir me trazer, além é claro do prazer atual. Mas como a maioria que me acompanha já sabe, temos um especial carinho pela Toscana e por consequência, seus vinhos. Assim sendo, sempre que um exemplar de lá aparece por aqui, acaba ganhando uma atenção maior. O Palistorti Di Valgiano 2009 é um destes casos pois além da lembrança, é um baita vinho. Vamos ver a seguir o por que destas afirmações?


A Tenuta di Valgiano, produtora do vinho de hoje, está localizada a uma altitude de 250 metros acima do nível do mar, na encosta, 10 km ao nordeste da encantadora cidade de Lucca, no norte da Toscana, não muito longe da costa do Tirreno. O clima é mediterrânico, com uma grande quantidade de luz que permite a maturação polifenólica ideal. As vinhas são conduzidas com as práticas agrícolas mais sensíveis, incluindo as práticas biodinâmicas, com o objectivo de obter a melhor qualidade das uvas que melhor pode expressar o terroir. As técnicas de vinificação são tradicionais, com a interferência tecnológica mínima. A intenção é produzir, da forma mais simples possível, o vinho é a expressão do lugar em que é cultivado: Valgiano! Desde 1994 a Tenuta di Valgiano está nas mãos de Moreno Petrini e sua esposa Laura di Collobiano, além do enólogo Saverio Petrilli. Depois de flertar com a agricultura orgânica por muitos anos, a Tenuta di Valgiano converteu todo seu plantio e produção em agricultura biodinâmica em 2001.

Sobre o Palistorti Di Valgiano 2009, podemos ainda acrescentar que é um vinho produzido a partir das castas Sangiovese (70%), Merlot (20%) e Syrah (10%) oriundas de vinhedos com faces voltadas ao sul e com alturas que variam entre 120 a 190 metros acima do nível do mar. Estes vinhedos tem idade média de 14 anos. As castas são fermentadas separadamente e, após a fermentação alcoólica, são transferidas para barricas de carvalho (5% novas), onde permanecem por 12 meses. Após este período, o corte é efetuado em cubas de cimento onde o vinho permanece por mais 6 meses antes de ser engarrafado. Vamos falar sobre o resultado?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Halo granada presente na borda.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros bem maduros, especiarias, couro e leve toque de chocolate.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saborosíssimo.

Um belíssimo vinho italiano, sem dúvidas, gastronômico, elegante e complexo, tudo junto e misturado. Entendo que o vinho está próximo de seu ápice. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Carmine Granata Pinot Nero 2015

Hoje venho aqui falar de um vinho que me surpreendeu a cada gole. Vejam, a uva Pinot Noir e seus vinhos (exceções feitas a alguns bons Borgonhas e outros tintos vindos da Nova Zelândia) nunca esteve entre as minhas preferidas. Por alguns motivos que nem fazem tanta diferença aqui. Mas este exemplar que trago aqui hoje realmente me fez repensar um pouco se eu devo dar mais uma chance e começar a provar sem preconceitos novamente. Vamos ver o que o Carmine Granata Pinot Nero 2015 nos mostrou.


A Bodega Carmine Granata é uma empresa familiar, fundada em 1931 por Carmine Granata, um imigrante italiano, no departamento de Luján de Cuyo em Mendoza, na Argentina. As vinhas, com mais de 80 anos de vida, são reconhecidas por sua produção de uvas de alta qualidade, possível graças as condições climáticas ideais em que se encontram e pelas excelentes características de seu sistema de formação do solo, além do método de irrigação, cujas vinhas são irrigadas com a água de degelo proveniente dos Andes. Tanto a adega e as vinhas passaram por uma evolução constante com a adição de avanços tecnológicos: unidades de refrigeração, tanques de aço inoxidável, barricas de carvalho francês e filtros de última geração maximizaram a elaboração, armazenagem e acabamento de vinho. A capacidade de armazenamento da adega é de 1,75 milhões de galões, e a produção é de 400.000 galões em 277 acres. Após a sua morte, este pioneiro da indústria do vinho, deixou os seus ideais com seus descendentes. Hoje, a terceira geração projeta seus pontos de vista e continua a produzir vinhos de primeira classe para o mundo.

Já sobre o Carmine Granata Pinot Nero 2015, podemos acrescentar que é um vinho produzido 100% com uvas Pinot Noir (aqui por influência da descendência do produtor, foram chamadas de Pinot Nero) de vinhedos cuja altura média chega a 900 metros acima do nível do mar. Para afinamento/envelhecimento, o vinho passa por 6 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi de média intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, couro, toques terrosos e de folhas secas. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belo exemplar argentino de vinho com a uva Pinot Noir, com bastante tipicidade sem deixar de carregar características do terroir argentino. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 28 de junho de 2016

San José De Apalta Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2010

A história da vinícola San José Apalta data dos anos 1970, quando a família fundadora da casa, família esta dedicada a agricultura por toda a vida, resolveu que era hora de partir em busca de um sonho de ter um vinhedo próprio. Depois de experimentar por mais de 20 anos o manejo e cultivo de uvas, resolveu que era hora de apostar pesado na expressão do terroir único em que se encontram, ou seja, Apalta, sub região do Vale do Rapel. Além disso, também em meados dos anos 90 investiu pesadamente em novas tecnologias inerentes ao mundo do vinho e na elevação dos patamares de qualidades empregados em seus vinhos.


Sobre o San José De Apalta Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2010 podemos ainda dizer que é um vinho feito com uvas Cabernet Sauvignon de um vinhedo conhecido como Las Capras, na região de Apalta, no Vale do Rapel e que passa de 8 a 12 meses de envelhecimento em barricas de carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros, especiarias, chocolate, alcaçuz, tabaco e toque mentolado ao fundo.

Na boca o vinho era encorpado, com boa acidez e taninos quase mastigáveis. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo exemplar de vinho chileno, corpulento e saboroso porém mantendo certa elegância. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Tapada do Fidalgo Reserva Tinto 2013

O Alentejo é a mais extensa das regiões vinícolas portuguesas. É uma terra de planícies douradas beijadas pelo sol, polvilhadas por olivais, sobreiros de cortiça, e claro, as vinhas e adegas que fazem desta uma das mais apreciadas regiões DOC da Europa aqui no mercado brasileiro. Próximo a Reguengos de Monsaraz, nasceu a Adega do Monte dos Perdigões (produtor do vinho de hoje), casa de Damião de Góis, humanista Luso do Séc. XVI e grande amigo de Erasmo de Roterdã, e mais tarde do ilustre maestro e compositor Luís de Freitas Branco, o Monte dos Perdigões é um lugar marcado pelo pensamento livre e pela obra feita. É lá que num terroir único e numa adega de exceção, nascem todos os vinhos Monte dos Perdigões. Escolhidas a dedo, as uvas fermentam em balseiros de carvalho francês e em lagares de mármore Alentejano, famosos pela sua elevada inércia térmica. Com a sua geometria larga e baixa, tendo a ajuda da pisa mecânica, favorecem a extração dos taninos e uma expressão aromática notável. A maturação dos tintos dá-se sur lies em tonéis de carvalho francês Allier, de tosta média e grão fino. Após o tempo de estágio adequado em meias barricas, são engarrafados, sempre com rolha de cortiça nacional, à espera de serem abertos e apreciados pelos mais exigentes entusiastas de vinho.


Falando agora especificamente do vinho em questão, o Tapada do Fidalgo Reserva Tinto 2013, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir de um corte de uvas tradicionais e autóctones da região, a saber: Aragonez, Touriga Nacional e Alicante Bouschet. A fermentação acontece em lagares de mármore e o posterior afinamento e envelhecimento do vinho ocorre por 12 meses em carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade, algum brilho e boa limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros bem maduros, especiarias, flores e leve toque mentolado ao fim. Fundo de taça com lembrança tostada.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez na medida e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais uma boa opção de vinho português disponível por aqui, com certeza uma opção segura e elegante para se ter em sua taça. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Vinhedos Capoani Tannat 2011: Brasil bem representado na Expovinis

Hoje quero trazer a vocês, caríssimos leitores, uma boa descoberta que fiz na Expovinis deste ano no tocante a vinhos tintos nacionais. Eu já venho a tempos falando que, sem discutir preço, tributação e afins, tenho visto uma guinada radical na qualidade de alguns vinhos tintos nacionais de um maneira que eu ainda não tinha visto anteriormente. E um vinho que se encaixa nesta descrição acima e que eu provei pela primeira vez na Expovinis deste ano foi o Vinhedos Capoani Tannat 2011.


A sementinha da Vinhedos Capoani data de 1973, quando Volmir Luis Capoani, plantou as primeiras mudas de videira Chardonnay, sendo pioneiro na região, seu filho Noemir Capoani observava e sonhava em montar a vinícola da família. Volmir fazia parte de uma família que imigrou da Itália, mais especificamente de Cremona, para Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul a mais de 140 anos atrás. Juntamente com seus filhos, Wilian e Renan, Noemir assume a administração dos vinhedos da família em 2009, após o falecimento do seu pai Volmir. A primeira safra passa a ser elaborada a partir de 2010, dando andamento ao projeto de renovação dos vinhedos e o sonho de construção da própria vinícola, que vem acontecendo pouco a pouco, até os dias atuais.

Já sobre o Vinhedos Capoani Tannat 2011, podemos ainda acrescentar que é um vinho elaborado 100% com uvas Tannat provenientes de vinhedos próprios no Vale dos Vinhedos, sendo que permanece em barricas de carvalho por cerca de 18 meses antes de ser liberado ao mercado. Foram produzidas cerca de 2700 garrafas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade, bem densa, com algum brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas negras bem maduras, quase como em compota, especiarias doces, flores e leve toque de baunilha.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos marcados porém de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

Um belíssimo exemplar da nova safra de vinhos tintos brasileiros que sem dúvida tendem a impressionar até os mais céticos. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Craggy Range Single Vineyard Syrah 2008

Sei que ando meio em falta com vocês, leitores do blog, mas é que a semana passada foi bem corrida tanto com relação ao trabalho como também relativo aos vinhos com as visitas à Expovinis. Pretendo corrigir esta falha o quanto antes, e hoje trago pra vocês um vinho que provei lá na feira e que achei bacana compartilhar com vocês por aqui. Estou falando do vinho Craggy Range Single Vineyard Syrah 2008.


A história da vinícola Craggy Range começou com o desejo de criar um legado. O que aconteceu depois, superou até mesmo as expectativas desta família que iniciou tal projeto. Quando Terry Peabody chegou de uma viagem de negócios de quatro semanas, no outono de 1993, sua esposa Mary e sua filha Mary-Jeanne lhe prepararam o jantar. A refeição foi longa e agradável, mas não sem propósito. Terry não teria a permissão para sair da mesa até que ele concordasse em entrar no negócio dos vinhos. A única ressalva feita foi que a empresa nunca deveria ser vendida. Era para ser uma empresa familiar, um legado e um patrimônio duradouro. A busca por uma vinícola começou suficientemente tradicional - na França e na América, espalhando-se depois para a Austrália. Mas, por um acaso do destino, outros negócios acabaram levando-o para a Nova Zelândia. Lá chegando, ele viu o potencial que ainda não tinha visto em outro lugar. O clima excepcional do país, a juventude da indústria do vinho e do espírito pioneiro das pessoas alinhadas com a sua própria filosofia e desejo de cursar um caminho diferente. Gimblett Gravels em Hawke's Bay, na costa leste da Nova Zelândia era uma área com as condições de crescimento perfeitas para seus vinhos favoritos - os tintos de Bordeaux e particularmente, da uva Syrah. O espetacularmente belo vale Tuki Tuki tinha um solo muito adaptável para a uva Chardonnay e seria o lugar ideal para a construção de um novo tipo de adega. Estavam feitas as escolhas.

Falando um pouco do Craggy Range Single Vineyard Syrah 2008 especificamente, podemos acrescentar que é um vinho feito 100% a partir de uvas Syrah oriundas do vinhedo Gimblett Gravels e que além de ter parte do vinho fermentado em barricas, passa também por cerca de 16 a 18 meses de envelhecimento em madeira (cerca de 40% de primeiro uso) antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Em taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea profunda, de grande intensidade com algum brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros, especiarias, alcaçuz e toques minerais. Boa complexidade e potencial aromático.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com boa acidez e taninos potentes mas macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo.

Um belo vinho, a meu ver um vinho diferente dos feitos na Nova Zelândia que tendem a ser mais frescos e menos "robustos". Gostei e recomendo a prova.

Até o próximo.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Divulgação: Inovini leva seu roadshow ao sul do país!

Essa notícia vai agradar aos leitores aqui do Balaio que se encontram na região sul do país, mesmo que com pequeno atraso, mais especificamente nas cidades de Londrina, Curitiba, Porto Alegre, Caxias do Sul e Canela. A região sul do Brasil sediará a quarta edição da feira de vinhos promovida pela Inovini, divisão de vinhos da importadora Aurora, que acontece entre os dias 20 e 24 de junho.


“O Road Show tem sido uma forma muito interessante de abordar mercados potenciais para a Inovini. Nesse ano queremos estreitar nosso relacionamento com parceiros de negócios e consumidores finais da região sul, uma das mais importantes do mercado e com forte laço histórico com a cultura do vinho”, diz a gerente de marketing da Inovini, Rita lbañez.

O objetivo do evento é apresentar ao público uma amostra dos melhores vinhos de cada uma das vinícolas presentes. Vinhos de casas internacionalmente reconhecidas, como González Byass e Valduero (Espanha); Allegrini (Itália); Doña Paula e Achaval-Ferrer (Argentina); Undurraga e Los Vascos (Chile); Hardy´s (Austrália) e Kumala (África do Sul) serão apresentados por representantes da cada vinícola. Em um ambiente descontraído o público poderá provar mais de 40 vinhos e conversar com os produtores durante todo o evento. Além disso, haverá descontos especiais dos vinhos apresentados.

SERVIÇOS:

· Road Show Inovini Curitiba – 21/06

Adega Brasil Empório – Rua Saldanha Marinho, 1487

Horário: das 16h às 21h

Investimento: R$ 150,00 (antecipado) com crédito de compra de R$ 75,00 no dia.

Tel.: (41) 3077-1020

· Road Show Inovini Porto Alegre – 22/06

Terrunyo Wine Store – Av. Plínio Brasil Milano, 1085

Horário: das 16h às 22h

Investimento:

Convite antecipado: R$ 150,00

Convite no dia do evento : R$ 200,00

*Será convertido R$ 100,00 em crédito, para compras acima de R$ 500,00

Obs.: Crédito não cumulativo

Tel.: (51) 3328-2983


· Road Show Inovini Caxias do Sul – 23/06

Boccati – Rua Antônio Ribeiro Mendes, 2043

Horário: das 19h às 22h30

Investimento: R$ 100,00 (antecipado) valor que será abatido em compras acima de R$ 800,00 no dia do evento.

Tel.: (54) 3224-9900


· Road Show Inovini Canela – 24/06

La Charbonnade – Rua Antônio Ribeiro Mendes, 2043

Horário: das 17h às 21h

Investimento: R$ 50,00 valor revertido em desconto em produtos no dia do evento.

Tel.: (54) 3282-4313

Aproveitem, ainda dá tempo.

Até o próximo!

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Familia Deicas Preludio 2009

Que dias especiais merecem vinhos um pouco mais especiais, eu já disse várias vezes não é mesmo? Mas eu não canso de repetir esta frase que quase se tornou um mantra pra mim. Mais do que isso, ultimamente eu tenho tentado, na medida do possível, tomar bons vinhos e não me apegar a eles. Uns dizem que a vida é curta demais para bebermos vinhos ruins. Acho que acredito. E foi assim que as comemorações do Dia dos Namorados começaram lá em casa com o Familia Deicas Preludio 2009.


Juan Carlos Deicas nasceu em Montevidéu no dia 6 de setembro de 1937, tendo crescido no bairro de Piedras Blancas, estudou Ciências Econômicas e, antes de entrar no mundo vitivinícola, trabalhou como bancário. Casou-se em 1960 com Elida Heres, com quem teve dois filhos: Mariela e Fernando. Em 1979, Juan Carlos Deicas, fundou o Establecimento Juanicó, que hoje em dia é uma das principais vinícolas do Uruguai. Antes de ser propriedade da Família Deicas, as terras do Establecimiento Juanicó passaram por diferentes donos. Entre eles destacou-se Don Francisco Juanicó, quem em 1830 rompeu com a tradição da criação de gado na região e construiu uma cave subterrânea que lhe permitiu elaborar vinhos de grande qualidade, devido a sua climatização natural. Porém, a grande mudança produziu-se recentemente quando Fernando Deicas assumiu o controle da vinícola no começo dos anos 80. Com uma nova visão e uma “grande mudança de mentalidade” a Família Deicas incorporou novas tecnologias e fez um forte investimento industrial para enfrentar novos desafios e assim abrir as portas do novo mundo para a vinícola. As novas gerações têm contribuído com outras visões e enfoques mais modernos e internacionais. Em 2010, a Família Deicas decidiu separar a produção de certos vinhos especiais e nasceu então a vinícola Premium Família Deicas. Esta vinícola fica em Progreso, Canelones, e o seu ícone é um casarão antigo conhecido pelo nome de Domaine Castelar. Os vinhos da Família Deicas são produzidos em pequena escala, cuidando minuciosamente todo o processo, desde o vinhedo até a guarda. Hoje, três gerações desta família compartilham a mesma paixão: atingir o perfeito equilíbrio entre tradição e inovação.

Sobre o Familia Deicas Preludio 2009, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir das castas Tannat, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Petit Verdot com passagem de 24 á 30 meses em barricas de carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou cor violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas mais gordinhas e lentas, além de muito coloridas, também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e negros bem maduros, baunilha, flores e toques de especiarias.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, de boa acidez e com taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final e deixa a gostosa sensação de quero mais.

Um belíssimo vinho uruguaio, que serviu o propósito de celebrar uma data tão bacana, que apesar dos apelos comerciais, serve de desculpa para celebramos o amor. Não é um vinho barato, mas vale o quanto custa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 14 de junho de 2016

Divulgação: Empório Santa Maria promove sua terceira “Feira de Vinhos”

O frio chegou com força a São Paulo e, apesar de não existir época para se beber vinhos, que tal aproveitar uma oportunidade de ouro pra dar uma "turbinada"na sua adega para enfrentar essa estação do ano? Então, eu trouxe uma dica aqui para quem quer comprar bons vinhos a preços mais interessantes ainda.


Nos dias 17 e 18 de junho, o Empório Santa Maria será palco de sua terceira edição da Feira de Vinhos, com a participação de 22 vinícolas, que fazem parte do seu portfólio de importação própria. Nesses dias, estarão presentes representantes das vinícolas Château Canon Saint-Michel, Château Chantegrive, Château Clerc Millon, Château Poujeaux, Château Lanessan, Château Grand-Puy Ducasse, Château Camensac, Château Paveil de Luze, Château Maucaillou e Frank Phélan (França); Fontanafredda, Castelo Della Paneretta, Abbadia Ardenga, Masottina e Tosti (Itália); Quinta do Casal Monteiro e Vallado (Portugal); Pinuaga e Baroja (Espanha); Botalcura (Chile), Viniterra (Argentina); e Guaspari (Brasil).

Durante o evento, serão apresentados para o público conhecer e degustar mais de 100 rótulos exclusivos de importação própria. Além dos dois dias de feira, haverá mais uma semana de degustações temáticas de vinhos e queijos. Elas acontecem das 18h00 às 20h00, conforme programação abaixo:

19/06 - Vinhos Italianos
20/06 - Vinhos Argentinos
21/06 - Vinhos Chilenos
22/06 - Vinhos Brasileiros
23/06 - Vinhos Espanhóis
24/06 - Vinhos Franceses
25/06 - Vinhos Portugueses
26/06 - Espumantes Italianos

Nesta semana, o cliente tem mais um motivo para ir ao Empório Santa Maria: a loja estará fazendo uma grande promoção e vendendo vinhos com descontos de até 50%. O Empório Santa Maria, que tem uma excelente oferta de vinhos de várias importadoras, começou há cerca de seis anos a fazer importação própria, tendo inclusive contrato de exclusividade com a maioria das vinícolas. Atualmente, conta com mais 200 rótulos próprios no seu portfólio de vinho.

Serviço
Evento: Feira de Vinhos do Empório Santa Maria
Data: 17 de junho, sexta-feira, das 18h00 às 21h00
18 de junho, sábado, das 14h00 às 20h00
Local: Av Cidade Jardim, 790
Telefone de informação: (11) 3706-5211
Ingresso: R$ 60,00 (*) (o preço do ingresso será abatido na compra de vinhos na Feira).
Cartões aceitos:
- Cartões de crédito:Visa, Mastercard, Amex, Dinners, Aura e Elo 
- Cartões de débito: Maestro, Visa Electron e Elo
Estacionamento com manobristas no local

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Punta de Flechas Malbec 2011

A paixão pelo vinho que corre no sangue francês da família Rothschild nasceu em 1868, quando James de Rothschild comprou o Château Lafite. Depois de mais de um século de história da família ligada ao mundo do vinho, Baron Edmond de Rothschild (bisneto de James) levou a aventura ainda mais adiante em 1973 com a aquisição de dois vinhedos Cru Bourgeois em Listrac e Moulis-en-Médoc: Château Clarke e Château Malmaison. Em seguida, ele fundou a Compagnie Vinicole Baron Edmond de Rothschild. Com cuidadosa atenção aos detalhes, as propriedades foram restauradas e modernizadas, as videiras foram replantadas, mantendo ao mesmo tempo uma sensação familiar. Desde então, a Compagnie Vinicole se abriu para o mundo sob a liderança do Barão Benjamin de Rothschild. Em particular, estabeleceu parcerias estratégicas com outras famílias que têm o mesmo espírito empreendedor e paixão pelo vinho. A Compagnie Vinicole comprou 250 hectares na Argentina, em 1999, perto da Cordilheira dos Andes para produzir vinhos de qualidade. As vinhas foram plantadas gradualmente a partir de 1999 em diante. A adega foi construída em 2003 e está em operação desde a colheita de 2004, que marcou o nascimento da Flechas de los Andes. A construção da adega foi um empreendimento ambicioso. A sua decoração e layout foram concebidos pelo artista de ficção científica Philippe Druillet e sua arquitetura é única. O uso de setas é a característica marcante da concepção, ecoando a marca visual da família Rothschild, ao mesmo tempo, honrando o estilo das fazendas tradicionais da Argentina. As estruturas e os detalhes arquitetônicos (pátio, galeria, portões, etc.) foram todos feitos por maçons locais, marceneiros, serralheiros e artesãos com ênfase em materiais regionais. Hoje, a adega em Flechas de los Andes é bem conhecida em toda a província de Mendoza.


Já sobre o o Punta de Flechas Malbec 2011, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Malbec da região de Vista Flores, em Mendoza, na Argentina, com passagem de 14 meses em barricas de madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou cor violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas ligeiramente mais lentas e gordinhas, além de coloridas, também compunham o conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, flores, baunilha e leve toque especiado.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom Malbec argentino, fresco e bem fácil de beber. Vai bem num dia desses de frio, como os que tem feito por aqui. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Fèlsina Chianti Classico Riserva 2009

Foi em 1966, quando Domenico Poggiali Fèlsina deu um salto corajoso e comprou a propriedade, a Fattoria di Fèlsina, em um momento em que a viticultura italiana estava lutando para sobreviver, ainda mais em se falando de Chianti e a banalização pela qual a região havia passado, que tudo teve início. Ele optou por investir na qualidade do vinho e a experiência de uma equipa jovem. Sua paixão pelo vinho unida com as competências dos empresários, e sob a sua orientação, eles injetaram a modernidade necessária em seu plano de negócios, sem, contudo, abandonar o espírito da tradição. No espaço de alguns anos, os vinhedos já ocupavam mais de quarenta hectares, e a alma e organização da empresa mudou, também. Na segunda metade da década de 1970, Giuseppe Mazzocolin entrou no negócio da família com a tarefa de desenvolvimento comercial. Seu respeito pela Toscana e pela cultura italiana constituem a base para o crescimento da Fattoria di Fèlsina, abrindo o caminho para o início de seu reconhecimento internacional. Ao lado de produtores como Castello di Ama, Felsina foi uma das vinícolas responsáveis por colocar Chianti Classico no mesmo patamar de qualidade e prestígio do cultuado Brunello di Montalcino.


Sobre o Fèlsina Chianti Classico Riserva 2009, podemos dizer que é um vinho feito 100% com uvas Sangiovese oriundas de vinhedos de mais de 50 anos de idade na comuna de Castelnuovo Berardenga com passagem de 12 meses em barricas pequenas e médias de carvalho além de mais 6 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos silvestres, flores, especiarias e toques minerais. 

Na boca o vinho tinha corpo médio para encorpado, excelente acidez e taninos macios e redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo, elegante e incrivelmente saboroso.

Peço desculpas aos meus leitores mas, que puta vinho, impressionante. O vinho é elegante, complexo, saboroso, enfim. delicioso. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Gimenez Mendez Alta Reserva Sauvignon Blanc 2015

A pouco mais de uma semana atrás foi aniversário da anjinha que surgiu em minha vida a uns quatro anos e que tem me ensinado muita coisa desde então, mas mais do que isso, tem me dado a oportunidade de ser pai e de ama-la incondicionalmente. E foi para comemorar com ela mais uma primavera que ela escolheu irmos em um restaurante japonês no sistema rodízio, o Kazami Sushi. Como apreciador de vinhos e com uma taxa de rolha amigável, resolvi pegar um vinho de minha adega para a hercúlea missão de escoltar o jantar. Esta missão ficou a cargo do Gimenez Mendez Alta Reserva Sauvignon Blanc 2015. Vamos ver o que descobrimos sobre o vinho e sobre quem o produz.


O vinho é produzido pela Vinícola Gimenez Mendez, uma vinícola uruguaia estabelecida na mais pura área da América do Sul e totalmente pertencente e gerida pela família Gimenez Mendez. Seus vinhedos, cerca de 100 hectares, e adega estão localizados nas regiões de Las Brujas em Montevideo, Los Cerrillos e Canelón Grande, no sul do Uruguai, territórios privilegiados para a produção de vinhos. A história da família Gimenez Mendez com a viticultura data de 1929, quando produziam praticamente só vinhos de mesa. Devido a uma crise do mercado uruguaio, em meados dos anos 90, adquiriram uma outra adega mais antiga e tiveram a oportunidade de expandir seus negócios, decisão esta que se mostrou acertada com o passar do tempo. Atualmente seus vinhos podem ser encontrados no Reino Unido, Alemanha, Suíça, EUA, Brasil, Barbados e México. 

Falando agora sobre o Gimenez Mendez Alta Reserva Sauvignon Blanc 2015, podemos acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Sauvignon Blanc da região de Las Brujas, próximo a Montevidéu, no Uruguai. Não passa por madeira, a busca aqui é a fruta em sua expressão mais pura. A curiosidade fica aqui com o rótulo do produto, que possui a inscrição "enjoy it" que muda para a coloração rosa quando o vinho atinge a temperatura ideal de consumo. Apesar de toda sua história no mundo vitivinícola uruguaio, a vinícola Gimenez Mendez tem olhos para o futuro e as novas tecnologias existentes, mais um ponto pra eles. Enfim, sem maiores delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha de reflexos esverdeados, excelente brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos (maracujá em maior evidência mas também com lembrança de lima), leves toques herbáceos e minerais e algo de xixi de gato.

Na boca o vinho apresentava certa cremosidade aliada a um bom frescor. O retrogosto confirma o olfato e o final era bem fresco e longo. 

Este vinho é mais um grande exemplo de que o Uruguai e sua viticultura vai muito além da uva Tannat. Um grande vinho branco uruguaio, complexo, equilibrado e leve na medida. Deixa sempre a pontinha de quero mais na boca. Casou em cheio com a comida japonesa do dia. Eu recomendo a prova. É mais um vinho trazido pelo Clube de Vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Quinta do Ameal Solo 2014

Ainda falando sobre um evento bacana que participei no mês passado, o Qualimpor Wine Day, evento este focado nos vinhos portugueses e espanhóis, além de iguarias também de ambos países, trago mais uma descoberta interessante para dividir com vocês, meus caríssimos leitores. Mais uma vez viajamos virtualmente (e por que não em pensamento também) para Portugal, obviamente, e trazemos um vinho que apesar de vir de uma região razoavelmente conhecida por aqui (região dos Vinhos Verdes), é feito de uma maneira digamos "diferente". Hoje falaremos do Ameal Solo 2014.


A Quinta do Ameal, produtora do vinho em questão, é uma pequena propriedade, muito antiga(1710), de rara beleza natural. Lá são criados e produzidos vinhos brancos de excelência feitos a partir de uma casta de uvas portuguesa chamada Loureiro. Esta atinge a sua maior expressão aromática e gustativa neste fantástico Vale do Lima, onde a vinícola está situada. Exportado para mais de 15 Países, o Ameal encontra-se nas cartas de muitos dos melhores e mais exigentes restaurantes do Mundo assim como das mais prestigiadas lojas. E chega ao Brasil pelas mãos da Qualimpor, a importadora que entende de vinhos portugueses.

Sobre o vinho em questão, o Ameal Solo 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Loureiro da sub região de Lima - Nogueira, onde segundo o produtor a casta expressa todo seu esplendor. Ainda segundo o produtor, o vinho é feito de maneira natural, com intervenção minimalista, o vinho "acontece". Como curiosidade ainda, o produtor apesar de utilizar de uvas permitidas e na região de Vinhos Verdes, não os rotula desta maneira, tentando se desvincilhar da imagem desgastada da mesma. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos verdeais, límpido e brilhante.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas cítricas maduras, flores brancas, erva doce e toques minerais.

Na boca o vinho mostrou corpo médio e uma excelente acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Mais um belo e interessante vinho branco, desta vez da terrinha lusitana. Complexo e elegante ao mesmo tempo, mostra que um vinho branco pode ter muita personalidade. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 7 de junho de 2016

Divulgação: Namorados Ganham Menu Afrodisíaco no Ovo e Uva

Essa notícia é para aquele(a) que quer realmente impressionar o(a) parceiro(a) neste próximo dia dos namorados. Para comemorar o Dia dos Namorados, o Ovo e Uva (já falei sobre o restaurante aqui) preparou para os casais, um menu afrodisíaco que será oferecido no sábado, dia 11, véspera da data oficial, harmonizado ou não, com vinhos. Além disso, será sorteada uma noite romântica no Hotel Intercontinental de São Paulo, que inclui: café da manhã, jantar acompanhado de vinho no restaurante do hotel- Tarsila, late check out até às 18hs e estacionamento.


Vejam o cardápio:

AMUSE BOUCHE

Taça de espumante: Cave Geisse Rosé (Brasil)
Lichias recheadas de gorgonzola e nozes

ENTRADAS

Taça de branco: Gewurztraminer Cordilheira de Santana (Brasil)
Creme de cenoura e gengibre com crisp de alho porró
Queijo Brie empanado com amêndoas, com mel e framboesa (para compartilhar)

PRIMEIRO PRATO

Taça de Rosé: Gallardia Cinsalut Rosé, De Martino (Chile)
Ravioli de camarão ao molho de Champagne e ovas de peixe

PRATO PRINCIPAL

Taça de Branco: Vernaccia di San Gimignano Cesani (Itália)
Robalo em purê de mandioquinha, aspargos e tomate confit

ou

Taça de Tinto: Julie Gonet-Medeville Cru Monplaisir (França)
Magret de pato com risoto de figo ao molho de vinho do Porto

SOBREMESA PARA COMPARTILHAR

Taça vinho do Porto: Warre’s Ruby (Portugal)
Fondue de chocolate belga Callebaut com peras, morangos e uvas verdes

PREÇO: R$ 350,00 com serviço (SEM VINHOS)
OU
R$ 550,00 com água, café, serviço e vinhos harmonizados

Obs.: Somente mediante reserva

Horário de Funcionamento: Das 12 às 17h
Horário de Funcionamento: Domingo: Das 12hs as 17hs
OVO E UVA- Rua Mateus Grou, 286
Pinheiros
Telefone: 3085.3070
Cartões de Crédito: Todos
Manobristas: R$ 20,00 – disponível no almoço e jantar
Área de Fumantes
número de lugares 90
possui acesso p/ deficientes
ar condicionando
internet wi-fi

Será que o(a) seu amado(a) merece um mimo destes?

Até o próximo!

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Finca Las Moras Black Label Cabernet - Cabernet 2012 para a #CBE

Chegamos ao dia da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs aqui no Balaio, com certo atraso é verdade, mas com a sensação de missão cumprida. O tema do mês foi passado pelo confrade Deco Rossi, que foi: "vinho de corte, com 50% ou mais de cabernet franc". O tema foi desafiador e demorei mais do que o esperado para encontrar um vinho que se encaixasse no perfil, mas acho que consegui. Aqui no Balaio fomos de Finca Las Moras Black Label Cabernet - Cabernet 2012. Vamos ver o que descobrimos sobre a vinícola e sobre o vinho?


Criada em 1992 como uma vinícola experimental, a Finca Las Moras, após anos de estudos e experimentos, se transformou no primeiro produtor de vinhos de alta qualidade da região de San Juan, localizado ao norte de Mendoza, na Argentina. Seu nome provém de árvores que produzem um fruto chamado "mora" e que cercam a região da vinícola. Liderados pelo enólogo Eduardo Casademont e com uma proposta inovadora de redescobrir essa região, essa vinícola premiada como a melhor da Argentina em 2013 pela IWSC (International Wine & Spirit Competition), tem como objetivo produzir vinhos de qualidade e estilo internacional respeitando a natureza e aplicando práticas sustentáveis.


Falando agora sobre o Finca Las Moras Black Label Cabernet - Cabernet 2012, podemos acrescentar a nossa discussão que é um vinho feito com 50% Cabernet Franc (vinhas de 40 anos) e 50% Cabernet Sauvignon (vinhas 20 anos) oriundas das regiões do Vale de Pedernal (1.350 m.s.n.m.) e do Vale de Tulum (650 m.s.n.m.), ambos em San Juan, na Argentina. O vinho passa ainda por 15 meses em barricas novas de carvalho francês para afinamento. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas ligeiramente mais lentas e gordinhas, além de coloridas, também se faziam notar,

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e negros, especiarias, eucalipto, mentolado, baunilha e côco. 

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez, taninos finos e macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo.


Mais um bom vinho argentino degustado por aqui, cumprindo a missão da #CBE. Para acompanhar resolvemos fazer um jantarzinho especial e fomos de picanha assada e risoto de queijo brie com crispies de alho poró. O casamento ficou muito bom, o vinho suportou bem todos os temperos da carne (marinada em vinho tinto com chimichurri e algumas especiarias) e a cremosidade e força do risoto de brie. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Bio Thracian Valley Mavrud & Rubin 2013

Em 2002, Edoardo Miroglio (produtor do vinho de hoje), um conhecido italiano produtor têxtil e de vinho , descobriu na região da Trácia, na Bulgária, o solo perfeito e ótimas condições climáticas para a produção de vinhos de qualidade na aldeia de Elenovo, 22 km a sudeste de Nova Zagora. Cercada por 220 hectares de vinhas, a Vinícola Edoardo Miroglio é uma impressionante combinação de arquitetura inspirada na antiguidade com as tecnologias modernas para a produção de vinho, combinadas naturalmente com o meio ambiente. As principais marcas produzidas pela vinícola são: Elenovo (reservas), Edoardo Miroglio (marca premium), Sant'Ilia, Soli e São Ilia Estate (marcas comerciais). Acima da adega, existe o hotel boutique Soli Invicto (O sol invicto, do italiano), que dispõe de 10 quartos mobilados de forma única, salão de degustação de vinhos, restaurante requintado, lobby bar e piscina exterior.


Já sobre o Bio Thracian Valley Mavrud & Rubin 2013, podemos dizer que é um vinho feito a partir de uvas Rubin e Mavrud (autóctones da região) cultivadas de maneira orgânica, com passagem de 6 meses em botti (carvalho francês, 33 capacidade de hl) e barricas de carvalho Búlgaro (500 L). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violacea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos com leve toque de eucalipto. Ao fundo algo de especiarias também.

Na boca o vinho tinha corpo leve, boa acidez e taninos fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, alegre e fresco, sem maiores complicações. Uma boa alternativa aos vinhos que costumamos consumir no dia a dia. Tem um bom custo benefício. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Divulgação: Novidade da Veuve Clicquot para o Dia dos Namorados

O dia 12 de junho está chegando e, apesar de toda óptica comercial que a data possui, é sempre gostoso arrumarmos um motivo a mais para comemorarmos o Dia dos Namorados com o nosso amor e exaltarmos a pessoa amada, não é mesmo? E com a ajuda de um belo Champagne fica ainda melhor! Pois vejam só o lançamento que a Veuve Clicquot está trazendo ao mercado para esta data.


A novidade da Veuve Clicquot para a data mais romântica do ano chega para encantar. O Clicq´Call permite que você grave a mensagem de voz que quiser para a pessoa amada! Esta linda caixa, com uma garrafa do Champagne Veuve Clicquot Rosé, acompanhada de um gravador embutido, torna-se o presente perfeito para o Dia dos Namorados. Nunca houve uma maneira tão divertida e descontraída para uma declaração de amor, um pedido de namoro ou até um pedido de casamento. 

A inovação permite que a mensagem seja personalizada: basta pressionar o botão indicado na caixa, dizer o que quiser e apertar novamente o botão. Voilá! Ao abrir a caixa, suas palavras serão ouvidas imediatamente. Tudo pode se tornar uma brincadeira e as ocasiões para usar o Clicq´Call são infinitas: o gravador é reutilizável e você pode gravar quantas mensagem diferentes quiser.

Para complementar, vale lembrar que o Champagne Veuve Clicquot Rosé é um feito a partir de uvas Pinot Noir (50 a 55% no corte), Chardonnay (28 a 33%) e Pinot Meunier (15 a 20%) sendo que o vinho de base amadurece por no mínimo 30 meses em barricas de carvalho francês. Tudo isso se completa pela adição de, aproximadamente, 12% de um vinho tinto elaborado a partir de uvas tintas especialmente cuidadas e selecionadas para acrescentar um toque mágico ao Veuve Clicquot Rosé. A abundante utilização de vinhos brancos e tintos de reserva assegura a perenidade do estilo da Maison.

É ou não é uma maneira diferente de presentear seu amor? 

Até o próximo!

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Esporão Private Selection Branco 2013

Na semana passada tive a oportunidade de participar de mais um evento bem bacana, que foi o Qualimpor Wine Day, organizado pela importadora que dá nome ao mesmo (Qualimpor). O evento, assim como a importadora, tem seu foco nos vinhos portugueses e espanhóis, além de iguarias também de ambos países. E é de lá que vem o vinho que iremos falar sobre no post de hoje. Estou falando do Esporão Private Selection Branco 2013.


A pouco mais de 170 km a sudeste de Lisboa, junto à histórica cidade de Reguengos de Monsaraz, deparamo-nos com uma típica paisagem do Baixo Alentejo. É lá, por entre suaves planícies e vales pouco profundos escavados por ribeiras intermitentes, campos de cereais, vinhas e olivais que encontramos a Herdade do Esporão (produtora do vinho de hoje). Situada então no coração do Alentejo e integrada na Rota dos Vinhos da região, a Herdade do Esporão apresenta condições únicas para a agricultura e para o Enoturismo. Com cerca de 700ha de vinhas,olivais e outras culturas potenciadas pelo Modo de Produção Biológico e Produção Integrada. Neste território estão plantadas cerca de 40 castas, 4 variedades de azeitona, pomares e hortas.

Já sobre o Esporão Private Selection Branco 2013 podemos acrescentar que é um vinho feito com a casta Semillon, uva esta pouco usual se pensarmos em Portugal e Alentejo. Mas este é o intuito do uso desta casta neste vinho. o de desafiar o perfil mais conservador dos vinhos da região. Além disso o vinho é fermentado e maturado em barricas novas de carvalho francês sobre as borras (sur lie) e com o uso de batonnage, para que todo o vinho possa ter mais contato com as leveduras, com a madeira e para uma maior integração do mesmo com seus elementos. Eu diria que recebe um toque bordalês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou bonita coloração amarelo palha de reflexos dourados com bom brilho e boa limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais bem maduros, chocolate branco, toques minerais, amêndoas e algo floral.

Em boca o vinho era untuoso e com uma bela acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo, saboroso e muito elegante.

Um belíssimo exemplar de vinho branco Alentejano, que só engrandeceu o evento com seu protagonismo. Parabéns a Herdade do Esporão pelo belo vinho e a Qualimpor por nos dar a oportunidade de prova-lo. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!