quarta-feira, 14 de maio de 2014

Vinícola Italiana Masi expandindo seus negócios em terras brasilis

A Vinícola Masi, com sua grande história ligada a região do Vêneto, na Itália, começou um forte movimento expansionista nos últimos anos, criando braços da empresa em outros lugares fora do Vêneto e subjacências, como Tupungato na Argentina. Com o nome derivado de um vale da região do Vêneto, o "Vaio dei Masi", aliás como não poderia deixar de ser, resolveu agora criar um vinho com sotaque italiano em solo brasileiro. E o parceiro escolhido aqui foi a Vinícola Vallontano, cujo enólogo Luís Henrique Zanini é também conhecido pela visão e forte ímpeto experimental (vide todo seu trabalho relacionado aos vinhos Era dos Ventos, por exemplo).


A aproximação entre ambas vinícolas, Masi e Vallontano, se iniciou ainda em 2006 quando os donos da Vinícola Masi, entre eles Sandro Boscaini, decidiu se embrenhar pelo mundo a fora, a procura de vinhedos e vinícolas que de alguma maneira tivessem alguma ligação ou criassem alguma lembrança relacionadas ao seu Vêneto querido. Como sabemos, o sul do país e principalmente a região vitivinícola do Vale dos Vinhedos e adjacências tem uma forte ascendência do norte da Itália então não é difícil entender o por que da escolha por nosso país como um dos focos deste projeto de internacionalização da Masi. O projeto de um vinho elaborado com o processo nos mesmos moldes do processo para produção dos grandes amarones (passificação/secagem das uvas) dava início então em 2007. A idéia aqui é expressar através de tal processo o terroir brasileiro e explorar todas as possibilidades que isto abria. E não pensem que isto foi fácil e rápido. Para chegarem a composição final do vinho com as uvas tannat, teroldego e ancelota e algumas outras castas (não reveladas ainda), muita coisa foi testada quase que de forma artesanal.

Extraoficialmente o vinho, batizado de Oriundi, deu suas caras no último evento da importadora Mistral, o Encontro Mistral 2014. Existe a expetativa, no entanto, que a apresentação oficial do vinho para o mercado ocorra apenas no mês que vem, com a presença do pessoal da Masi aqui em nosso país. Ainda não conheço o vinho, mas se mantiver o patamar de qualidade que os vinhos com o sobrenome Masi costumam carregar, não vejo como não dar certo. Só nos resta aguardar.

De qualquer forma, desejo o maior sucesso na empreitada ao Zanini e aos seus parceiros, pois além de tudo, é o nome do vinho brasileiro que está em jogo e mais do que nunca, apesar de ter uma visão um pouco diferente em determinados aspectos quando falamos de vinho brasileiro, espero vê-lo brilhar no mercado interno e externo.

Até o próximo!

2 comentários:

  1. Olá Victor!
    Interessante a matéria!
    Agora fiquei curioso para saber o resultado desta parceria. Você teve a oportunidade de prová-lo no evento da Mistral? Caso sim, o que você achou? Vale a pena?
    Na semana em que estive ai em SP provei um Masi Corbec (Tupungato) elaborado a partir da Corvina e Malbec. Na ocasião, achei muito bom.

    Abraço,

    Alexandre

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    1. Fala Alê!

      Eu fiquei curiosíssimo também, mas infelizmente ainda não consegui provar. Assim que tiver a oportunidade, eu comentarei por aqui, pode ter certeza. Quanto ao Corbec, já provei e comentei por aqui, dê uma olhada: http://www.balaiodovictor.com/2013/04/corbec-2009-malbecworldday-cbe.html

      Abração!

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