quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Cava Freixenet Carta Nevada, peixe, batatas e calor: a farra da harmonização continua!


Eu não gostaria de soar repetitivo aqui no blog, mas com esse calor que tem feito por aqui em Sampa não preciso nem de muita desculpa pra buscar um vinho mais refrescante, não é mesmo? E como entramos (eu e minha esposa) numa busca culinária por receitas diferentes, todas as cartas estão na mesa e o vinho tem feito parte integrante deste pacote. E o vinho a ser comentado por aqui, hoje, é na verdade um espumante, o Cava Freixenet Carta Nevada. Para acompanha-lo, pintado da amazônia a milanesa assado, batatas duchesse e abobrinha refogada.


Primeiro o vinho. Uma breve explicação sobre as cavas, seu método de produção e sobre a Freixenet vocês encontram em um outro post meu (aqui) e por isso vou deixar esta parte de lado aqui neste artigo para poupar um pouco a paciência de vocês. Já com o foco no Cava Freixenet Carta Nevada, posso dizer que as variedades utilizadas para a elaboração do vinho base para este cava são Macabeo, Xarello e Parellada. A primeira fermentação se realiza em tanques de aço inoxidável à temperatura controlada entre 14 e 16°C. Uma vez finalizada a primeira fermentação, passados entre 10 e 12 dias, e após uma série de processos e tratamentos, o vinho base está preparado para o coupage e posterior engarrafamento, onde efetuará a segunda fermentação em garrafa. Vamos as impressões.



Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos quase prateados, tendendo ao dourado. Perlage de média formação e boa persistência. Bom brilho e transparência. 

No nariz o vinho abriu com aromas de frutos de polpa branca e cítricos, com toques florais. 

Na boca o vinho tinha boa estrutura, acidez refrescante e instigante. Apesar de uma leve doçura inicial, não é enjoativo (é um  espumante demi-sec). Retrogosto confirma o olfato. Final de longa duração.

Mais um bom espumante, o terceiro da Freixenet que degusto e não me arrependo. Este foi adquirido pelo Epicerie e valeu a pena. Eu recomendo!

E pra quem se perguntou, se é que alguém o fez, o que são batatas duchesse, segue uma receitinha relâmpago:

Peixinho ao fundo com as batatas duchesse em evidência

"Descasque as batatas e corte-as em pedaços. Em uma panela com água fria, cozinhe as batatas até que fiquem macias, mas não muito moles. Misture com manteiga, gemas batidas com água, alecrim, parmesão e sal a gosto. Coloque a massa em um saco de confeitar e faça um formato como um suspiro, em um único movimento, apenas subindo a mão, sem fazer círculos. Em uma assadeira untada com manteiga, leve as batatas ao forno por aproximadamente 10 minutos." Voilá!

Espero que gostem.

Até o próximo!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Terras do Demo Superior Branco 2008 & bacalhau: a festa estava garantida!

Em mais um dia de calor em sampa, não poderia fugir de um bom vinho branco para bebericar e acompanhar uma refeição delícia em casa. A idéia era a seguinte: tínhamos uma posta de bacalhau remanescente de um outro prato que havíamos feito e queríamos provar uma receita diferente com ele. E não é que assistindo ao programa da "Vovó Palmirinha" no mesmo dia, a inspiração veio?


Primeiro, vamos ao vinho. Obviamente eu costumo associar as preparações com bacalhau a cozinha portuguesa e por isso, nada melhor do que a harmonização entre culinária e bebida regional, certo? Então o vinho escolhido foi o Terras do Demo Superior Branco 2008, produzido pela Cooperativa Agrícola do Távora CRL e oriundo da Região Demarcada do 'Távora - Varosa', inserida entre a região do Douro e do Dão, em Portugal. Esse vinho foi elaborado com uvas Malvasia Fina e Verdelho de vinhedos de mais de 25 anos de idade, estagiando em barricas de carvalho francês por 12 meses e após mais 6 meses em garrafa para amadurecer e adquirir complexidade. Sem maiores delongas, vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma bonita e brilhante cor amarelo palha com reflexos verdeais, lágrimas finas, rápidas e sem coloração.

No nariz o vinho abriu mostrando aromas de frutos brancos e cítricos, flores e toques empireumáticos lembrando plástico. 

Na boca um vinho gordo, untuoso e com uma excelente acidez, bem fresco. Retrogosto confirma o olfato. Final de média duração.

E sobre a comida, o leitor mais perspicaz iria perguntar. Na entrada uma saladinha caprese. E para o prato principal fizemos um bacalhau "crocante", simples, rápido e extremamente saboroso. Explico. Você deve pegar uma assadeira e colocar um pouco de azeite, molhando ambos os lados da sua posta. Acrescente alecrim e coloque no forno por 5 minutos. Em paralelo, pique um pão francês amanhecido e coloque em um processador junto com cebola e o óleo de anchovas ou sardinha (dependendo da sua escolha para o prato. Bata até formar uma farofa e reserve. Depois, em um liquidificador, acrescente a anchova ou a sardinha, tomate seco, queijo parmesão, manjericão e o suco de um limão espremido. Adicione também um pouco de vinagre balsâmico e azeite. Bata até formar uma pasta. Adicione a pasta por cima das postas de peixe, agregue a farofa de pão, alecrim e azeite. Leve ao forno por mais 15 minutos. Voilá!

O vinho estava muito bacana, fresco e combinou tanto com o clima como o prato selecionado. Faz parte ainda da minha primeira remessa do clube de vinhos da Winelands, cada vez mais aprovado. Eu recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

La Velona Rosso Sant'Antimo 2010

Desde que fui para a Itália passar minha lua de mel e me casar, tenho uma relação de amor com os vinhos de lá e principalmente com os vinhos da Toscana, sendo que sempre que posso, quero tomar vinhos diferentes de lá. Pois bem, e não é que eu consegui descobrir um vinho que particularmente não conhecia até então? 


Este vinho é feito em Montalcino, numa região próxima a abadia de Sant'Antimo e a 10 minutos de seu centro histórico. A sede da empresa é um casarão antigo, datado dos anos 800, que foi reformado para abrigar o empreendimento. No piso térreo estão as adegas com modernas plantas de vinificação , barricas para o amadurecimento, bem como uma sala de degustação. As vinhas da fazenda cobrem uma área de 12 hectares plantados com Sangiovese Grosso, que é o clone que produz os famosos Brunello di Montalcino. Tais vinhas estão situadas a uma altitude de 280 metros acima do nível do mar e o clima é marcadamente mediterrânico, com verões quentes e secos, com picos de chuvas na primavera e no outono. Os invernos são rígidos e o período de verão de 60 a 90 dias é caracterizado por uma virtual ausência de chuvas. Em seu processo de maturação a vinícola utiliza apenas bottes da Eslovênia.

Sobre o vinho, é produzido com 100% de uvas Sangiovese Grosso e não passa por envelhecimento em carvalho após ter sido fermentado em tanques de aço inox. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor rubi com reflexos granada e boa transparência. Lágrimas finas, rápidas, abundantes e ligeiramente coloridas. Em determinado momento me fez lembrar um pinot noir (na coloração).

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos silvestres, terra molhada, fósforo e toques florais. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez (muito gastronômico) e taninos firmes, marcados mas de boa qualidade. Entrada de boca até parecia meio doce, mas depois o retrogosto confirma o olfato e mostra suculência. Final de média duração.

Fácil de beber, o vinho secou da garrafa sem que percebessemos enquanto preparavamos o jantar e depois, enquanto comiamos. Harmonizou legal com nosso bife de contra filé com sal grosso grelhado juntamente com abobrinhas e cebolas igualmente grelhadas. Eu recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Game da Vinícola Aurora estimula consumo de suco da marca

A Vinícola Aurora, líder no mercado brasileiro em suco de uva integral, sai na frente criando uma estratégia inovadora no setor vitivinícola do Brasil. Com a empresa Napalm, a Aurora desenvolveu um game para iPhone e Android que estimula o consumo de seu suco Aurora, atraindo o consumidor-jogador para as características saudáveis e nutritivas dessa bebida que ganha cada vez mais adeptos no Brasil. É a primeira vez que uma vinícola brasileira usa essa estratégia para divulgar um produto no mercado brasileiro. Por ser nutritivo e conter as substâncias da uva responsáveis pelo combate aos radicais livres e que estimulam diversas funções vitais do organismo, o suco de uva integral literalmente prolonga a vida humana.


O game do suco de uva Aurora, cheio de aventura e ação,leva o jogador ao mundo mágico da bebida. Para estimular o jogador a chegar ao final do jogo, são distribuídas garrafas de Suco de Uva Aurora pelo caminho. A cada garrafa de suco que consegue pegar, o jogador ganha uma vida. Dessa forma, o game faz uma alusão direta à relação do consumo do produto ao ganho em saúde do consumidor.

Como jogar

A moeda do jogo é a Uvalin e o objetivo dos jogadores é acumular o máximo possível dessa moeda até o final do jogo, dividido em três mundos: Samurai, Nave Espacial e Piratas Pirados. No final de cada fase, o jogador é posto a prova para passar para o outro mundo: tem que enfrentar chefões com super-poderes capazes de apavorar até os jogadores mais experientes. As batalhas exigem força e inteligência.

Para instalar

Faça o download do app diretamente na Apple Store (IOS) e na Google Play (Android). Digite AURORA AVENTURAS na pesquisa e você achará.


Site da empresa responsável pelo jogo: www.vinicolaaurora.com.br
Site da empresa criadora do jogo: www.napalmstudiogames.com/
Fanpage no Facebook: www.facebook.com/vinicolaaurora
Siga a Aurora no Twitter: www.twitter.com/vinicolaaurora

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

World Wine faz venda especial de vinhos: boa pedida pra repor a sua adega

Como todo começo de ano, nós enófilos somos inundados com anúncios de bota fora por parte de lojistas e importadores e nem sempre nos importamos. Mas tem algumas que vale ficar de olho e que tem excelentes opções, que é o caso dessa venda que a importadora World Wine está fazendo.

A partir do dia 20 de janeiro, até dia 22 de fevereiro (ou término dos estoques), a importadora coloca mais de 260 rótulos com descontos de até 84% em seu tradicional "World Wine Off". Foram disponibilizados vinhos de vários tipos – tintos, brancos, roses, licorosos, espumantes – de várias regiões da Argentina, Espanha, Itália, Portugal, Chile, Estados Unidos e França.

Além disso, a World Wine faz também uma edição especial, só de vinhos da França, com destaque para as regiões de Bourgogne, Bordeaux, Champagne e Rhône. São mais de 120 rótulos, com descontos de até 74%. Para alguns rótulos selecionados da França, na compra de 3 garrafas, o cliente leva a quarta de graça. Alguns exemplos são: Château Marjosse Rouge 2010, Château Marjosse Rouge 2009 e Château Rollan de By “Kosher” 2002.

Veja abaixo alguns rótulos desta venda especial:

- CARM Rabigato Reserva 2010, de R$98,50 por R$49,25
-Mercurey 1er Cru “La Mission” Monopole Blanc 2009, de R$239,60 por R$155,74
- Altosur Malbec Rosé, de R$38,60 por R$25,09
- CARM Rosé 2010, de R$68,10 por R$47,67
- Clos de Sainte Magdeleine Rosé 2011, de R$158,40 por R$98,21
- Hereu 2009, de R$68,10 por R$39,50
- Primavera 2008, de R$97,50 por R$48,75
- Primitivo di Manduria DOC 2011, de R$97,50 por R$68,25
- White Label 2008, de R$215,20 por R$150,64
- Cornas “Les Terrasses du Serre” 2007, de R$424,30 por R$199,90
- Paradigm Cabernet Sauvignon 2005, de R$533,90 por R$266,95
- Tua Rita Syrah IGT 2007, de R$891,20 por R$623,84
- Château Petit Védrines 2007 (375 ml), de R$92,40 por R$57,29

E tem muito mais vinhos disponíveis. Dei uma zapeada pela lista completa e vou te falar, tem cada opção!

Informações:

Bota-Fora World Wine:
Promoção de mais de mais de 260 rótulos de vinhos, com descontos de até 84%

Data:
De 20 de janeiro a 22 de fevereiro (ou final dos estoques).

Lojas participantes:

- World Wine Jardins
Rua Padre João Manuel, 1269
11 3085-3055

- World Wine Itaim
Rua Amauri, 255
11 3168-1255

- EAT... Empório Restaurante
Av. Doutor Cardoso de Melo, 1.191
11 5643-5353

- World Wine Ribeirão Preto
Rua João Penteado, 420
16 3931-6008

- World Wine Rio de Janeiro
Fashion Mall, Estrada da Gávea, 899
21 2422-4614

Compras no site:

www.worldwine.com.br

Televendas:

11 3383-7477

Dê uma passada em uma das lojas ou compre por telefone/internet e depois me diga se fez um bom negócio.

Até o próximo!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Torresella Pinot Grigio 2012

Em mais uma de nossas tentativas de fazer receitas que nunca havíamos cozinhado, o final de semana foi o escolhido para uma "Moqueca Capixaba" adaptada. Explico. Como teríamos convidados que iriam viajar e que não eram muito fãs de pimentão e pimenta, resolvemos deixar estes dois ingredientes de fora desta vez. A moqueca foi feita com cebola, cebolinha, coentro, postas de cação, tomate, azeite, açafrão e gotas de azeite de dendê. E é claro que precisávamos de um vinho, de preferência bem fresco, para acompanhar o prato. O escolhido foi então este Torresella Pinot Grigio 2012, um italiano básico do Vêneto.


A Cantina Torresella está localizada na região do Vêneto, na parte oriental da Itália, uma área de colinas e planícies amplas ao longo do Mar Adriático, a meio caminho entre Veneza e Trieste. A terra , com seu solo aluvial de argila e calcário, tem sido conhecida por seus vinhedos superiores desde os tempos romanos. Foi fundada pelo Conde Gaetano Marzotto , que criou um empreendimento de 4.000 hectares em torno da vinícola , cedendo o terreno para rendeiros, de quem ele comprou as melhores uvas para os seus vinhos. Ao longo dos anos, Torresella foi inovadora em técnicas de vinificação moderna, com o objetivo de produzir vinhos frescos, leves e de qualidade consistente a preços acessíveis. A Cantina Torresella produz seis 100% varietais. Há dois vinhos brancos, Pinot Grigio e Riesling , dois vinhos tintos , Pinot Noir e Nero d' Avola , e dois vinhos espumantes, prosecco e frisante . Os vinhos são extremamente fiéis às suas características varietais, com ênfase no frescor e complexidade de frutas.

Sobre o vinho em si, um IGT do Vêneto feito com 100% de uvas Pinot Grigio, com pouco ou quase nenhum contato do mosto com as cascas e sem envelhecimento em barricas ou garrafa. Atinge apenas 12% de graduação alcoólica. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita e brilhante cor amarelo palha bem clarinha, quase transparente. Lágrimas finas, rápidas e abundantes.

No nariz o vinho presentou aromas de frutas de polpa branca como maçã e pera.

Na boca um vinho de corpo leve e boa acidez. Retrogosto confirma o olfato e adiciona um pouco de citricidade. O final é de curta duração.

Não é um grande vinho, mas cai bem com o verão e pratos mais leves. Se tivesse adicionado pimenta e pimentão ao prato teria cometido um grande erro. Da maneira como foi feito, caiu bem. Vale a prova. Custou cerca de 45 dinheiros.

Até o próximo.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Quinta do Seival Castas Portuguesas 2008: Um brasuca com sotaque lusitano, ora pois!

Ultimamente tenho voltado meus olhos para os vinhos nacionais de uma maneira diferente, até com certa admiração. Eu até entendo que ainda não competimos muito igualmente a alguns países em determinadas faixas do mercado, mas só de termos uma vasta gama de opções em várias faixas deste mesmo mercado já merece elogios. E um dos vinhos que eu sempre gostei, e o qual já havia provado anteriormente, voltou a minha adega e da minha adega para a minha mesa. Estou falando do Quinta do Seival Castas Portuguesas 2008.


Sobre a Vinícola Miolo não há muito mais a se dizer, seria chover no molhado, pois é sem dúvida uma das gigantes do setor no Brasil e possui uma vasta gama de opções disponíveis para o consumidor. O vinho alvo deste post, no entanto, faz parte do projeto Seival Estate, projeto este que está instalado na Estância Fortaleza do Seival, localizada no Sul do Brasil, no município de Candiota, próximo à divisa com o Uruguai. Até 2018 se preveem implantar 400 hectares de vinhedo, constituídos na sua maioria por castas francesas e castas portuguesas. A videira encontrou nestas terras sulistas os solos ideais, solos de origem sedimentar, de textura média a arenosa, muito profundos, bem drenados, pobres em matéria orgânica e naturalmente irrigados pelo regime de chuvas.

Já o vinho em si, é um corte de uvas originárias de Portugal, Tinta Roriz e Touriga Nacional, com amadurecimento de 12 meses em barricas novas de carvalho francês, e envelhecimento na garrafa em caves subterrâneas e climatizadas. Possui ainda 13,5% de graduação alcoólica. Vamos finalmente as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea de boa intensidade, algum brilho e pouca transparência. Lágrimas finas, rápidas e coloridas ajudavam a tingir as paredes da taça. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas escuras maduras, quase em compota, especiarias, floral em evidência e toques lácteos. Um vinho bem perfumado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios e redondos. Retrogosto confirma o olfato com um final de longa duração.

Mais um grande vinho nacional, que vale o seu valor (em torno de 60 reais) e que fez a alegria de mais uma noite em família. Eu recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Sorvete de Vinho do Porto: faça você o seu também!

Faz algum tempo eu postei por aqui um artigo sobre uma sorveteria americana que havia criado sorvetes com sabores baseados em vinhos (relembrem aqui) e também acabei lamentando, na oportunidade, que estes sorvetes dificilmente estariam disponíveis por aqui, pelo menos em um futuro próximo. Pois não é que dia desses, com mais sessões de sauna gratuitas cortesia do "Pedrão" lá de cima, que minha esposa encontrou uma receita de sorvete de vinho que pode ser feita em casa? Esta, cortesia da Nestlé. Nas linhas abaixo reproduzo a receita e só digo uma coisa: que delícia!

Primeiro, os ingredientes: uma xícara de chá de açúcar refinado; uma xícara de chá de água; meia xícara de chá de vinho do porto;uma lata de creme de leite e por fim, meia xícara de chá de amêndoas laminadas e torradas.

Depois, modo de preparo: o primeiro passo da receita é colocar o açúcar em uma panela, levar ao fogo e deixar caramelizar. Depois junte a xícara de água e deixe em fogo baixo até que você consiga derreter os torrões de caramelo. Retire do fogo, deixe esfriar e junte a meia xícara de chá de vinho e o creme de leite. Misture bem e leve ao freezer por 4 horas. Passado este período, retire o sorvete do freezer e mexa com uma colher. Finalmente, volte o sorvete ao freezer e o deixe lá por pelo menos 12 horas. Na hora de servir, despeje a quantidade desejada das lâminas de amêndoas sobre o sorvete.

Como dica eu deixe somente duas: façam o sorvete pois não irão se arrepender e escolham bem o vinho, que, obviamente não precisa ser um LBV ou Porto Vintage, precisa ser um vinho que você tomaria em qualquer outra circunstância. 

Ficou alguma dúvida? Sugiro acessarem a página oficial da Nestlé e ver a receita original. Eu recomendo, é sucesso total!

Até o próximo!

Ps.: Os gordinhos foram com tanta sede ao pote que esqueceram de fotografar a "obra de arte". Peço desculpas aos leitores.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Reserva dos Pampas Branco 2009: um brasuca surpreendente!

Confesso que quando estava comprando vinhos para repor parte de minha adega, estava procurando por vinhos de bom custo benefício e que fossem diferentes, por assim se dizer, e quando me deparei com a oportunidade de compra deste Reserva dos Pampas Branco 2009, a princípio não me animei muito. Depois de pesquisar um pouco e pensar a respeito, resolvi arriscar. E olha, foi uma surpresa e tanto.


Do site do próprio produtor tem uma descrição interessante sobre a vinícola e o local aonde a mesma se localiza: " A Vitivinícola Cordilheira de Santana, Adega Regional de Vinhos Finos, tem o privilégio de cultivar seus próprios vinhedos, localizados em Santana do Livramento, região reconhecidamente apropriada para o desenvolvimento de castas de uvas nobres. A produção dos vinhos reúne a profunda experiência de seus enólogos às mais modernas tecnologias de elaboração. A escolha da região de Santana do Livramento, ao sul do estado do Rio Grande do Sul, tem uma motivação técnica própria. Essa região fica localizada no paralelo 31º, o mesmo de regiões produtoras de vinhos na Argentina, África do Sul e Austrália, países que produzem vinhos de excelente qualidade". Além disso são listadas outras qualidades do local, como condições climáticas, tipo de solo, continentalidade e assim por diante, aspectos que fundamentalmente alteram para o bem, ou para o mal, a qualidade final dos vinhos.

O vinho em questão, o Reserva dos Pampas Branco 2009, é um corte de Sauvignon Blanc (80%) e Chardonnay (20%), onde as uvas são fermentadas juntas em tanques de aço inox para se obter um maior equilíbrio no mosto final. A priori não passa por barricas de carvalho para envelhecimento. Vamos então as impressões.

Na taça uma bonita cor amarelo brilhante com alguns reflexos verdeais, lágrimas finas, rápidas e incolores.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos, toques herbáceos e um fundo floral. 

Na boca o vinho tinha corpo leve para médio e uma excelente acidez. Retrogosto confirma o olfato com bastante fruta cítrica, leve herbáceo e um toque picante. Final de média duração.

Um vinho bem bacana, que com seu preço pode ser um coringa para horas de calor, pratos mais leves e até para servir de aperitivo. Acompanhou frango grelhado e salada na primeira oportunidade e depois um filézinho de Saint Peter de forma tranquila. Eu recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Terras do Demo Cinquentenário Superior 2003

Novamente nos aventurando por terras portuguesas, resolvemos que iríamos preparar mais um belo prato português a base de bacalhau, o famoso "Bacalhau à Brás", basicamente um bacalhau cozido, feito em lascas e refogado em azeite com cebola que depois é misturado a uma mistura de gemas com creme de leite fresco, finalizado com alho frito, salsinha e coberto de batata palha. Nada melhor do que um vinho português para acompanhar o prato e como vocês bem me conhecem, um tinto, e o escolhido foi o Terras do Demo Cinquentenário Superior 2003. Eu também recebi este vinho junto com outros portugueses através do clube de vinhos da Winelands.


Este vinho é produzido pela Cooperativa Agrícola do Távora CRL, que fica situada na Região Demarcada do 'Távora - Varosa', inserida entre a região do Douro e do Dão, em Portugal, e é feito a partir das uvas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz. Passou por estágio de 12 meses em barrica de carvalho. Ainda lendo o rótulo, o produtor diz que apesar do vinho ser de colheita 2003, só foi liberado ao mercado em 2005, na época de cinquentenário do mesmo. Vamos as impressões.

Na taça o vinho já mostrou seu lado mais evoluído, dado sua idade, com uma cor rubi já tendendo ao granada, com bordas atijoladas. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas.

No nariz o vinho mostrou seu lado animal: couro, tabaco, frutas escuras e toques defumados. Ao fundo podíamos notar também notas de chocolate.

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo para encorpado, boa acidez e taninos finos e suaves. Retrogosto confirma o olfato e mostrou um final de longa duração.

Mais um grande vinho, esse mais austero e evoluído, com muita qualidade. Casou bem com o bacalhau e fez a alegria da nossa noite. Eu recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Extramuros Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2007

Apesar do calor senegalês que tem feito por aqui, diferentemente de outras partes do mundo, resolvemos que iríamos continuar no churrasco e eu resolvi que para tal, era a hora e a vez de provar este Cabernet argentino e confirmar sua vocação de grande acompanhamento para assados. É claro que estou falando do Extramuros Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2007.


O vinho é produzido pela Bodega Otero Ramos, bodega cuja história data de mais de uma década de muito trabalho, tendo nascido de um sonho e da busca por este sonho de Manuel Otero Ramos que se materializou e começou a colher os frutos com vinhos de muita qualidade, amplamente divulgados pelo mundo a fora. A primeira colheita e respectiva safra para venda foi a de 2006 e desde então suas mudas de Malbec, Cabernet Sauvignon, Tannat, Pinot Noir, Petit Verdot, Chardonnay e Sauvignon Blanc vem gerando vinhos interessantíssimos.

Falando um pouco do astro principal em questão, o Extramuros Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2007, é um vinho feito com uvas Malbec, Cabernet Sauvignon, Tannat e Pinot Noir, mas por legislação pode ser considerado varietal (% de Cabernet Sauvignon). Passa por 24 meses de envelhecimento em barricas e depois por mais 24 a 36 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Tudo isso aliada a potentes 14% de álcool. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor rubi violácea de grande intensidade, brilhante, com ligeiro halo, lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas.

No nariz, o vinho apresentou aromas de frutos escuros, pimentas e toques de coco. Bastante fragrante e perfumado, o vinho apresentou um pouco de álcool sobrando assim que a garrafa abriu, mas que logo arrefeceu com o tempo em taça e de garrafa aberta.

Na boca o vinho entrou quente, com uma ponta de álcool solta aqui também, mas que logo sumiu com alguma aeração e foi mostrando uma boa estrutura, taninos redondos e macios além da boa acidez. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

Acompanhou bem o churrasco, coisa simples com espetinhos de carne, linguiça e coração bovino lindamente e apesar do calor, não se tornou enjoativo ou difícil de beber, pelo contrário, foi bem rápido até. Eu recomendo, apesar de não ser um vinho barato.

Até o próximo.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Espumante Terras do Demo Brut Rosé 2011

Houve um período entra o natal do ano passado e o início deste ano que tive uma folga do trabalho, um recesso ou férias por assim se dizer, que foi muito bom para repor as energias, arejar a cabeça e é claro, comer e beber bem. O dia era quente e eu precisava de uma bebida refrescante. E foi neste contexto que este espumante, o Terras do Demo Brut Rosé 2011 saiu da adega e foi parar em minha mesa. Recebi este vinho junto com outros portugueses através do clube de vinhos da Winelands, aliás um novo clube que assinei, e com uma bela garrafa e com um nome peculiar que não poderiam passar despercebidos.


Este vinho é produzido pela Cooperativa Agrícola do Távora CRL, que fica situada na Região Demarcada do 'Távora - Varosa', inserida entre a região do Douro e do Dão, em Portugal, e é feito a partir da casta autóctone Touriga Nacional (mais conhecida por aqui por estar em vinhos tintos de corte e varietais). Produzido pelo método tradicional, com segunda fermentação em garrafa, num processo que leva mais de 12 meses para se finalizar. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor salmão brilhante e límpida, com uma boa formação de borbulhas que também tem boa persistência. Como curiosidade aqui, o produtor diz que a cor do espumante é a mesma da cor do "olho do perdiz". Como não conheço a cor de um olho de perdiz, acredito no que ele diz.

No nariz o vinho apresentou aromas florais e de frutos vermelhos além de um leve toque de aromas de panificação e algo que lembrou caramelo. 

Na boca o vinho tinha um corpo de leve para médio, uma boa acidez e até certo ponto delicado. Bom colchão de espuma em boca, cria alguma cremosidade. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

O vinho acompanhou um churrasquinho em casa com minha esposa e não fez feio, apesar das indicações de consumo com carnes brancas, aperitivos e pratos mais leves. Eu particularmente acho os espumantes curingas que funcionam bem em diversas situações. E ainda começamos bem o clube de vinhos da Winelands, com um vinho curioso e bem legal. Espero que continuemos assim. Eu recomendo.

Até o próximo.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Winebar Wines of Argentina: Harmonizando Vinho & Música!

Passados alguns dias das festividades de final de ano, agora é hora de me voltar para o concurso lançado ainda em meados de Dezembro de 2013 em um difícil exercício de harmonização entre vinho e música, desafio este proposto pela Wines of Argentina através do já conhecido por aqui, Wine bar. O concurso tem mais ou menos o formato a seguir: cada blogueiro recebeu dois vinhos com a missão de harmonizar cada uma deles com uma música, dentro de uma playlist montada pelos organizadores do concurso, e publicar o texto com as harmonizações e as justificativas em seu meio de comunicação. E é o que vou fazer a seguir.

O meu primeiro vinho foi na verdade um espumante, o Espumante Omnium Viniterra Brut, cujo produtor é a Viniterra. Não consegui informações muito apuradas sobre o mesmo mas ao que tudo indica é feito com um corte de Chardonnay (50%) e Semillon (50%) com segunda fermentação em tanques (método charmat). Com uma coloração amarelo palha clara com toques verdeais, perlage fina e persistente o vinho mostrou no nariz aromas de frutas como pêssegos e abacaxis maduros e bem doces com toques suavemente florais. Na boca o vinho apresentou corpo leve, boa acidez, boa formação de espuma e certa cremosidade além de um ataque inicial doce (mesmo sendo um espumante brut). Retrogosto confirma o olfato com muita fruta madura, quase em compota e o toque floral um pouco mais evidente. Final com um certo amargor que em determinado momento me incomodou um pouco, mas pode ser algo pessoal. Um espumante suave, doce e simples, direto.



Quando comecei a pensar em espumante, logo me veio a mente que eles naturalmente harmonizam com festas. E para tal, músicas mais animadas e dançantes, certo? Além disso, procurava por algo doce, suave e bem simples, direto, com uma letra que pode ser facilmente decorada e cantarolada. Dito isto tudo, minha escolha para a harmonização musical foi a música "I Feel Love" interpretada pelo Bronski Beat, que a meu entender tinha todas estas características, como a batida puxada para o eletrônico e dançante, a suavidade vocal da música e a doçura de falar do amor (afinal, quer sentimento mais doce que este). Além disso a letra é simples e não tem muitas estrofes, o único porém é a última frase que deixa no ar um "Por que você não volta?"; seria este também um sinal para o amargor final de uma história de amor?

Já meu segundo vinho foi o Salentein Reserve Pinot Noir 2011, vinho este proveniente de vinhedos de altitude da região do Vale do Uco, em Mendoza, na Argentina e produzido pelas Bodegas Salentein. Feito com 100% de uvas Pinot Noir, este vinho passa por envelhecimento em barricas de carvalho e posterior amadurecimento em garrafa, antes de ser disponibilizado ao mercado. Na taça uma bonita cor rubi violácea de média intensidade com lágrimas finas, rápidas e sem cor. Ao nariz o vinho mostrou boa tipicidade da casta com aromas de frutos vermelhos silvestres (morangos e cerejas) e toques amadeirados. Na boca o vinho apresentou corpo médio,boa acidez e taninos sedosos e macios. Retrogosto confirma o olfato a acrescentou um toque de baunilha a mistura já existente. Final de média para longa duração. Um vinho que a meu ver consegue preservar características inerentes a casta (Pinot Noir) com uma certa pegada novo mundo, colocando um pouco mais de força e gingado ao vinho.


Pensando nas características que listei no parágrafo acima, a escolha da música para a harmonização do segundo vinho foi "Light My Fire", aqui em uma versão de José Feliciano. A música originalmente foi gravada pela banda norte americana The Doors em seu albúm de estréia e rapidamente estourou, mas esta versão aqui deu ao músico porto riquenho José Feliciano inclusive um Grammy em 1969. Apesar de preservar a letra e a pegada pop, Feliciano consegue aqui incluir seu jeito e voz latinos (novo mundo) a uma música já consagrada, fazendo uso de toda sua sensibilidade musical e uso de violão acústico sendo inclusive considerado um dos primeiros latinos a abrir caminho no mercado americano. 

Deixo aqui meus exercícios de harmonização musical para que sejam julgados agradecendo de antemão a Wines of Argentina e aos organizadores do Wine Bar pela oportunidade de participar do concurso. Espero também que meus leitores possam se divertir, assim como eu, com os vinhos e a música.

Até o próximo!

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Rogue Chipotle Ale: Uma cerveja, no mínimo, diferente!

Costumo dizer que é preciso aproveitar cada momento da vida sem esperar ocasiões ditas especiais para tal, ainda mais na companhia das pessoas que formam sua família (a qual você nasceu e a que você escolheu para seguir sua vida). E foi num desses dias considerados comuns que, em uma visita a meu irmão e meu recém nascido sobrinho, que pude provar esta cerveja curiosa, a Rogue Chipotle Ale.


A cerveja em questão é uma cerveja do tipo Amber Ale, e o que a difere este tipo de cerveja das demais é o tipo de fermentação, que é feita em temperaturas mais altas, geralmente entre 15 e 24ºC. É um processo antigo de fabricação, o que fez com que as cervejas do tipo Ale fossem as únicas disponíveis até meados do século XIX, quando foi inventada a baixa fermentação (ou fermentação em baixas temperaturas). Além disso, no caso da cerveja alvo deste post, também podemos diferenciá-la por sua coloração mais escura aliada a mais corpo e potência.

Já sobre o produtor,a cervejaria americana Rogue Ales Brewery está localizada em Portland, no Oregon, e já é um pouco mais antiga mas também nasceu de um sonho de um grupo de amigos que gostava das cervejas consideradas "caseiras". A cervejaria possui uma extensa linha de cervejas e diversas experimentações diferentes, como esta Chipotle Ale, que conta com a adição de pimentas do tipo Chipotle em sua composição. De curiosidade também temos uma história no contra rótulo, deixando uma homenagem ao autor espanhol Juan de la Cueva, que em 1575 escreveu sobre um prato mexicano de pimentas Chipotle sem sementes combinado com uma cerveja Ale. Vamos as impressões deste que vos fala.

No copo a cerveja apresentou uma coloração acobreada com uma espuma bege, densa e espessa. 

No nariz a cerveja mostrou aromas defumados, de caramelo e leve lembrança de pimenta. 

Na boca um corpo médio, refrescância e leve dulçor em primeiro plano, com o amargor e a picância da pimenta ficando mais para o final, que é de média para longa duração.

Mesmo não sendo grande conhecedor, gostei muito da cerveja e a diferenciação causada pela adição das pimentas. Tenho gostado de experimentar cervejas diferentes e dividir as experiências com vocês, caríssimos leitores. Espero que estejam gostando assim como eu. Eu recomendo.

Até o próximo!

Espumante Salton Brut: tradição e qualidade!

Ainda falando do final do ano e um pouco dos vinhos e espumantes que bebemos por aqui, chegamos a este espumante nacional da Salton, degustado ainda na noite da virada. A Vinícola Salton é uma das gigantes do mercado nacional e já foi bastante discutida e mostrada por aqui, por isso pouparei vocês leitores de mais sobre ela, falando apenas do vinho em destaque, o espumante Salton Brut.


O vinho é um corte composto pelas seguintes uvas: Chardonnay, Riesling, Malvasia, Trebiano e Semillon, todas colhidas na Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul. A base é então fermentada a primeira vez em tanques de inox sendo que a segunda fermentação também ocorre em tanques, ou seja, este espumante é feito pelo método charmat. Este processo de segunda fermentação acontece por um mês, segundo informações do próprio produtor. O vinho pertence a linha Fantasia, uma das linhas de entrada da vinícola, o que no entanto não pode desmerecer o produto apresentado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelho palha brilhante com toques esverdeados. Boa perlage, consistente e persistente. Pequenas borbulhas em grande quantidade.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas cítricas, floral e leve lembrança de panificação. 

Na boca o vinho tinha um corpo leve, boa e refrescante acidez e bom colchão de espuma criando uma agradável sensação de cremosidade. Retrogosto confirma o olfato num final de média duração.

Acompanhou bravamente um bom Tambaqui assado e seus acompanhamentos. Foi um presente de meu amado pai e combinou perfeitamente com a ocasião. Eu recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Espumante Cave de Pedra Extra Brut - #CBE

É com muito prazer que o blog debuta na "Confraria Brasileira de Enoblogs", a CBE, mais antiga confraria virtual de vinhos do Brasil. A confraria funciona da seguinte forma, a cada mês um dos confrades (ou confreiras) é designado a escolher um tema para vinho do mês e a partir dai, no dia primeiro do mês seguinte os demais devem fazer seu post baseado no vinho escolhido. E para o mês de janeiro a escolha foi feita pela confreira Ale Esteves do blog Dama do Vinho, que por sua vez escolheu o tema a seguir: Champagne, Cava, Prosecco, Franciacorta, qualquer espumante para brindar o novo ano. Mas, de preferencia, que esse espumante seja fotografado em algum lugar especial onde você passará o ano novo.


Confesso que a princípio minha escolha não foi muito fácil, mas confesso também que ao final tive uma ajuda para faze-la. Esta época do ano é sempre muito emotiva e nos coloca ainda mais próximos das pessoas que amamos e principalmente da nossa família, aquela no qual nascemos e por que não aquela que escolhemos. E foi daí que surgiu o espumante alvo do post de hoje. Uma tia de minha esposa trouxe o espumante para a casa da minha sogra para que o mesmo fosse consumido no jantar de natal, mas por um ato do destino acabamos não consumindo o mesmo e ele ficou por lá até que então, resolvemos que este seria o espumante para brindarmos a chegada do ano que se aproximava. Estou falando do espumante Cave de Pedra Extra Brut.

A Vinícola Cave de Pedra está localizada em Bento Gonçalves, na rota do vinhos, e tem uma arquitetura toda em pedra basáltica que de longe já chama a atenção, lembrando os castelos medievais, o que contribui também para manter temperaturas mais amenas em seu interior e facilitar o trato com as uvas e vinhos. A Vinícola tem produção limitada de vinhos e espumantes, mantendo assim a tipicidade do terroir do Vale dos Vinhedos. Sua especialidade é a elaboração de espumantes pelo processo tradicional, com a segunda fermentação na garrafa. O vinho em questão é um espumante "blanc de noir", ou seja, um espumante feito com uvas tintas (no caso a Pinot Noir) só que vinificada em base para espumante branca (deixando o contato do mosto com as cascas e substâncias coloríficas o menor possível). As uvas para o espumante são todas de vinhedos próprios localizados no Vale dos Vinhedos. Como dito anteriormente, o espumante é feito pelo método Champenoise. Vamos as impressões.

Na taça o espumante apresentou uma bonita cor dourada e brilhante com borbulhas finas, persistentes e bem elegantes.

No nariz o espumante apresentou aromas de frutos secos (damasco), toques de panificação, leveduras e lembranças de nozes também. 

Na boca o espumante era bastante fresco com sua acidez pronunciada, aliada a um bom corpo, bom volume e muita harmonia. O retrogosto confirma o olfato e tem um final de longa persistência.

Um grande espumante, grandes companhias e claro, uma ocasião mais do que especial. Perfeito para brindar a passagem do ano. 

Aproveito para mais uma vez desejar um grande ano de 2014 para todos e que venham muito mais posts.

Até o próximo!