quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Terre Di Mare Belforte 2012

A produção de vinho, primeiramente na Liguria e, em seguida, na Toscana, é o tema que envolveu a família Arrigoni há quatro gerações. Pietraserena nasceu em meados dos anos 60 a partir de uma antiga propriedade. Hoje parte da Arrigoni Wine Family com seus quarenta hectares arrendados e agrupados em torno das torres de San Gimignano, é uma empresa produtora de vinhos que são certeza de qualidade. Hoje, Pietraserena é sem dúvida uma das mais belas propriedades vinícolas nas colinas de Chianti, uma vez que goza de uma das melhores localizações e um negócio boutique que é um ponto de referência na área.


Sobre o Terre Di Mare Belforte 2012, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de um blend das uvas Sangiovese, Pollera e Merlot (70% da primeira) de vinhas com idades médias de 30 anos e que não tem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, toques balsâmicos e terrosos.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, muito frescor e taninos finos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho italiano para aquele almoço de domingo com uma boa massa, mas que deve ir bem com carnes vermelhas também. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Alma Tierra Cabernet Franc 2013

Dia de churrasco é sempre uma boa oportunidade de tomar alguns vinhos com as pessoas que gostamos não é mesmo? Eu sempre fico muito contente com essas oportunidades pois além de tirar alguns vinhos interessantes da adega, aproveito para apresentar vinhos diferentes para pessoas que não estão assim tão acostumados com tais vinhos. E foi assim que o Alma Tierra Cabernet Franc 2013 saiu da adega e foi pra mesa.


O vinho é produzido pela Villaseñor Wines, produtor chileno que se encontra localizado no Valle Central e cuja história começa com a vinda da família que empresta seu nome a vinícola da Espanha para a VIII Região de Conepción, no Chile, onde se assentaram e começaram a produção de vinhos ditos caseiros a época. Dada a paixão com que a família produzia seus vinhos, não tardou a surgir a Villaseñor Vineyards, com as novas gerações da família e a busca por novas terras para a produção de vinhos da mais alta qualidade. A diversidade no cultivo de cepas é uma característica marcante da vinícola, no momento são 20 variedades, espalhadas por 135 hectares plantados em diferentes vales do Chile. A adega principal da vinícola foi construída para produzir vinhos em harmonia com o ambiente natural e mínima intervenção humana. A adega tem capacidade para produzir cerca de 870 mil litros de vinho em quatro níveis subterrâneos. Toda movimentação do vinho é feita de maneira gravitacional, evitando assim o uso de bombas e outros equipamentos.

Já sobre o Alma Tierra Cabernet Franc 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Cabernet Franc de vinhas oriundas do Vale Central do Chile. Não consegui maiores informações mas a princípio o vinho não passa por madeira. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e boa limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuras, mentolado e algo de baunilha.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos finos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia e que serviu muito bem ao propósito: curtir um bom churrasco com a família e amigos. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Honoro Vera Garnacha 2014

A Vinícola Ateca, produtora do vinho de hoje, fundada em 2005, é o projeto da família Gil na Denominação de Origem Calatayud, situada no município de Ateca (em Zaragoza), 14 quilômetros longe da cidade que dá nome a essa DO, na Espanha. Os vinhos da Vinícola Ateca são o resultado de um trabalho detalhado sobre a seleção da uva, com critérios exaustivos de qualidade analíticos e organolépticos, vindo de uma colheita feita no momento preciso de amadurecimento. O enólogo australiano Michael Kyberd é o diretor técnico. As vinhas, plantadas em solos à base de ardósia nos locais de maior altitude da área, consistem em pequenas parcelas de vinhas velhas de uvas Grenache (algumas delas datadas do início do século 20) e são colocadas em torno das encostas das montanhas Ateca e as cidades limítrofes.


Sobre o Honoro Vera Garnacha 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% a partir de uvas provenientes principalmente de vinhas velhas com baixos rendimentos, localizadas no alto das encostas, 700-1000 metros acima do nível do mar. Passam por um curto período de 2 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros maduros, especiarias, alcaçuz, notas terrosas e muita mineralidade.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final é longo e saboroso. 

Provei este vinho no 2o Festival Morana em Cotia e dentre muitas caras conhecidas, este foi um vinho surpreendente e diferente. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Casa Ermelinda Freitas Pinot Noir Reserva 2013

A Casa Ermelinda Freitas, iniciada em 1920 por Deonilde Freitas em Palmela, Portugal, continuada por Germana Freitas e mais tarde por Ermelinda Freitas, sempre dedicou especial atenção ao vinho. Pelo desaparecimento precoce do seu marido, Manuel João de Freitas, Ermelinda deu continuidade à empresa com colaboração da sua filha única, Leonor, que embora com formação fora da área vitivinícola, tomou a liderança da empresa reforçando assim a presença feminina na sua gestão. Desde a primeira geração que esta casa aposta na qualidade das vinhas e dos vinhos, que inicialmente eram produzidos e vendidos a granel sem marca própria. Foi com a atual gestão que se deu a grande mudança de se criar marcas próprias. Assim, em 1997, iniciou-se um novo ciclo com o “Terras do Pó” tinto, primeiro vinho produzido e engarrafado da Casa Ermelinda Freitas.


Sobre o Casa Ermelinda Freitas Pinot Noir Reserva 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com uvas 100% Pnot Noir de vinhas situadas em Fernando Pó, zona privilegiada de Palmela. Passa por estágio de 12 meses em meias pipas de carvalho americano e francês. O vinho é engarrafado como Regional Península de Setúbal Reserva. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou coloração rubi de média intensidade com algum halo granada. Lágrimas finas, em pouca quantidade e sem cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, terrosos, tabaco e algo de baunilha. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio, excelente acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo.

Um bom vinho português, diferente do usual e com uma casta pouco utilizada em vinhos de lá. É mais encorpado do que costumeiramente encontramos em vinhos desta casta mas tem alguma tipicidade olfativa e gustativa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Susana Balbo e seus belíssimos vinhos

Ainda repassando os eventos passados que participei nestes últimos tempos, hoje venho falar de um evento que ocorreu no mês de julho passado e que também trouxe muita coisa boa, nova e também repaginadas. Estou falando de um um encontro com a Susana Balbo, que esteve em São Paulo e conduziu uma degustação com rótulos novíssimos de sua vinícola, além de seus já consagrados vinhos premium. Além disso, mostrou que o vinho não precisa ter essa cara sisuda com o qual é normalmente apresentado. Susana Balbo é a primeira enóloga mulher da Argentina e recebeu inúmeros prêmios devido à qualidade internacional de seus vinhos. Deste evento, trago alguns destaques nas linhas abaixo.


O primeiro destaque é a renovação dos rótulos e de toda comunicação visual da linha Crios, linha de entrada da Susana Balbo que definitivamente é a mais conhecida no nosso mercado brasileiro. Os vinhos desta linha são conhecidos por seu estilo frutado característico, descomplicado e para o dia a dia. Agora os rótulos da linha passam a ostentar um visual mais "vintage-moderno" buscando uma maior conexão com um público mais jovem e "descolado". O símbolo da linha Crios, a famosa mão espalmada, foi mantido, porém numa dimensão menor e ao lado de outras informações valiosas para "novatos" no mundo do vinho tais como breve descrição do vinho, notas de degustação e dicas de harmonização. Além disso, a vasta gama de uvas e blends faz com que o consumidor consiga descobrir características típicas de cada casta além de se aventurar em vinhos que transmitem certa segurança e excelente custo benefício. Dentre os destaques, um Torrontés fresco e bem com a cara do calor característico do nosso país e um Malbec distinto, menos opulento e potente, buscando muito frescor e a facilidade de se beber. Vale ressaltar que a entrada da nova geração da família de Susana, mais especificamente sua filha Ana Lucía Lovaglio, tem muita responsabilidade também nestas mudanças.


Em segundo lugar, gostaria de destacar também um lançamento feito na época do evento, que é o Susana Balbo Signature Rosé, ainda não disponível no mercado (tinha uma previsão de chegada de até 90 dias) mas que se mostrou um vinho delicioso e também com cara de Brasil. Um blend de Malbec e Pinot Noir com muito frescor, bom corpo e estrutura, muita fruta vermelha e cítrica, toques florais e minerais, daqueles vinhos que lembram uma boa piscina com amigos e familiares ou até um encontro com uma pessoa especial, por que não? O problema? O preço um pouco salgado que poderá afastar o público: será comercializado por cerca de 190 reais. De qualquer maneira vale conhecer, eu que não sou fã de rosés achei este vinho incrível.


Falando agora da linha considerada super premium, o destaque fica por conta do vinhaço BenMarco Expressivo, um blend das uvas Malbec, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon do terroir de Gualtallary, com estagio de 14 meses em barricas de primeiro uso. Um vinho que trás aromas de frutos escuros e vermelhos, chocolate, especiarias e que é opulento, suculento com taninos macios e redondinhos. Não é exatamente um lançamento, mas vale sempre provar este vinho. Eu o interpretei como o melhor da noite, mais pronto para o consumo mas que mesmo assim me parece ter ainda uma boa estimativa de guarda.


Por fim não poderia deixar de fora o vinho ultra premium e top do finíssimo Nosotros Francis, um belo blend das uvas Malbec, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat oriundas do Vale do Uco com estágio de 15 meses em barricas de carvalho francesas de primeiro uso. Como resultado um vinhaço suculento, opulento, encorpado mas extremamente macio e saboroso, trazendo muita fruta vermelha e escura madura, especiarias, alcaçuz, baunilha e toques florais. Muita complexidade também é seu carro chefe. Como todo vinho top, seu preço é salgado mas vale para uma ocasião mais especial. Eu recomendo muitíssimo a prova, ao menos uma vez deste vinhão.

Vale lembrar que os vinhos da Susana Balbo são trazidos ao Brasil pela Cantu Importadora, que foi a organizadora deste belíssimo evento.Um evento ousado, descomplicado e que mostra como estamos atrasados em relação ao consumo de vinhos no Brasil. De qualquer maneira, precisamos de mais incentivos como estes. 

Até o próximo!

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Bancal Del Bosc 2012: A Espanha muito bem representada!

A Espanha enquanto país produtor de vinhos tem me surpreendido positivamente nos últimos tempos pois tenho provado muita coisa boa vinda de lá. E isso tem me animado a arriscar sempre e conhecer mais e mais a respeito dos vinhos oriundos de lá. O vinho que trago hoje aqui é um prova disso. O post de hoje será sobre o Bancal Del Bosc 2012. Vamos ver o que podemos falar sobre ele e sobre seu produtor?


O vinho é produzido pela Vynes Domènech, cuja família fundadora e que empresta nome a empresa (Domènech) vem de Falset, na Espanha, e desde 2002 são os proprietários de um dos vinhedos mais antigos de Capçanes, localizado ao sul do Priorato, dentro da D.O. Montsant. A uma altitude entre 450 a 500 metros acima do nível do mar, aninhada entre duas montanhas (Llaberia e Montalt), esta área protegida de conservação montanhosa, rodeada por exuberantes florestas e subsolos, se beneficia de um microclima único, muitos solos diferentes e vinhas muito velhas de uvas Garnacha (Grenache ou Garnatxa). Um terroir único para a produção de vinhos de qualidade, sem sombras de dúvidas.

Já sobre o Bancal Del Bosc 2012, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das uvas Grenache, Cabernet Sauvignon e Syrah (60% da primeira e 20% de cada uma das outras duas). Após fermentação, o vinho passa ainda por 6 meses em barricas de carvalho francês e americano. Vamos então as impressões sobre o vinho?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e em boa quantidade se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros maduros, notas balsâmicas, especiarias, toques minerais e defumados.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com uma boa acidez e taninos aveludados. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belíssimo vinho espanhol sem sombra de dúvidas, vindo de uma área ainda considerada "cult" por lá e, até pelos altos preços que encontramos por aqui, pouco explorada no nosso mercado. De qualquer maneira, eu recomendo a prova, vocês não irão se arrepender.

Até o próximo!

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Montes Selección Limitada Cabernet Sauvignon Carmenére 2013

A história da Viña Montes começou em 1987, quando seus dois fundadores originais, Aurelio Montes e Douglas Murray, ambos profissionais do vinho altamente experientes, quiseram realizar seu sonho de produzir vinhos chilenos com qualidade muito superior aos padrões da época. Em 1988, eles se juntaram aos outros dois fundadores, Alfredo Vidaurre e Pedro Grand, que trouxeram suas próprias habilidades e experiências complementares para o empreendimento. E assim nasceu a Viña Montes, primeiramente com o nome de Discover Wine. Seu vinho mais emblemático, o Montes Alpha Cabernet Sauvignon, foi o primeiro grande vinho tinto chileno, recebendo enorme reconhecimento internacional. A versão de 1987 desse Cabernet Sauvignon foi o primeiro vinho ‘premium’ a ser exportado pelo Chile, abrindo rapidamente oportunidades para a Viña Montes e para outras empresas do Chile. A Viña Montes foi não só a precursora dos vinhos de alta qualidade no Chile, servindo como um divisor de águas na história da viticultura chilena, como também inaugurou uma profunda transição da 'quantidade' para a 'qualidade' em todo o cenário vinícola do país.


Falando especificamente sobre o Montes Selección Limitada Cabernet Sauvignon Carmenére 2013, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Cabernet Sauvignon (70%) e Carmenére (30%) oriundas de vinhedos chamados Apalta e Marchigüe, localizados no Vale do Colchágua. Cerca de 47% do vinho passa por 10 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso para envelhecimento/afinamento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas de velocidade moderada, mais gordinhas, coloridas e espaçadas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos em compota, especiarias doces, baunilha e leve toque tostado ao fundo da taça.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um bom vinho chileno, best buy e super conhecido no nosso mercado. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Já se imaginou fazendo seu próprio espumante?

É isso mesmo que vocês leram no título deste post. A vinícola nacional Casa Valduga ensina os seus hóspedes a elaborar espumante personalizado, com pacotes exclusivos que proporcionam experiência única para os visitantes, pacote este chamado de “My Exclusive Champenoise”.


A Casa Valduga preparou um pacote exclusivo para os apreciadores de espumantes. A partir de setembro, os hóspedes que escolheram a vinícola como destino, poderão vivenciar a experiência única do “My Exclusive Champenoise”. O pacote oferece uma uma programação inesquecível, permitindo que os hóspedes elaborem seu próprio espumante, criando um rótulo personalizado.

Além de visitar a região do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, e apreciar as belezas do lugar, e a excelente gastronomia, os hóspedes que optarem por esse pacote, também terão direito a degustação às cegas de rótulos da Casa Valduga, almoço e jantar harmonizados nos restaurantes dos Complexo Enoturístico e uma visita guiada até a Domno do Brasil.

Durante a programação de três dias, os participantes do “My Exclusive Champenoise”, terão a oportunidade de acompanhar todo o processo de produção dos espumantes, realizando cortes para a escolha do espumante e ainda uma rotulagem simbólica.

O My Exclusive Champanoise será realizado de 15 a 18 de setembro e inclui 18 garrafas do espumante elaborado, com rótulo personalizado para cada casal e entregues no endereço indicado pelos participantes. O pacote de três diárias ainda dá direito a almoço e jantar harmonizado com os melhores rótulos da vinícola, especialmente selecionados pelo sommelier da Casa Valduga e degustações.

O valor do pacote para o casal é de R$6.490,00. Confira a programação completa do My Exclusive Champenoise:

 15/09
Quinta
14h
Check in

Brinde no apartamento
18h
Welcome Drink
20h
Jantar receptivo


 16/09
Sexta
9h
Recepção dos participantes
9h15
Minicurso de elaboração de espumante
10h15
Degustação às cegas
12h
Almoço Restaurante Casa Madeira
14h
Visita a Domno do Brasil
20h
Jantar com bebidas inclusas


 17/09
Sábado
9h
Definição dos cortes para elaboração do espumante após remuage
13h
Almoço Restaurante Maria Valduga
14h
Degorge do produto escolhido
20h
Jantar harmonizado


 18/09
Domingo
12h
Check out

Para mais informações e reservas, entre em contato pelo telefone: (54)2105-3158 ou envie um e-mail para eventos@villavalduga.com.br.

O que acham da oportunidade? Eu achei uma idéia incrível!

Até o próximo.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Quercus Pinot Bianco 2013: o melhor amigo da comida japonesa

Dia desses resolvemos que iríamos comer em um restaurante japonês que costumamos frequentar próximo de nossa casa e, como de costume também, aproveitei pra levar um vinho para acompanhar a refeição uma vez que a taxa de rolha do restaurante eu considero justa. E para minha surpresa descobri um excelente parceiro para este tipo de culinária, que foi o Quercus Pinot Bianco 2013. 


O vinho é produzido pela Vinícola "Vinska Klet Goriška Brda", um dos produtores de vinho esloveno mais renomados e importantes, continuando e melhorando a tradição da produção de vinhos de séculos com sucesso. A "Vinska Klet Goriška Brda" foi fundada em 1957 como uma cooperativa e ainda hoje é completamente propriedade de seus membros. Desde o seu início a vinícola teve um grande impacto sobre o desenvolvimento econômico da região e do estilo de vida do povo local. A "Vinska Klet Goriška Brda" possui 1.000 hectares de vinhas que se espalham a meio caminho entre o mar Adriático e os Alpes. Em média, cada viticultor cooperado cultiva menos de 2 hectares e, portanto, cuida de cada videira com devoção. A marca Quercus, que empresta o nome a este vinho, tenta satisfazer o gosto internacional para o vinho e, ao mesmo tempo que carrega uma marca pronunciada da região de Goriška Brda, onde as uvas amadureceram, e outra da Vinícola Goriška Brda, onde foi produzido. Quercus é uma linha de produtos frescos, frutados e vinhos mais leves.

Falando do Quercus Pinot Bianco 2013, podemos acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Pinot Bianco da região de Brda, oriundas de vinhedos de idades entre 10 e 30 anos e com alturas que variam entre 80 a 200 metros acima do nivel do mar. A fermentação acontece em tanques de aço inox onde permanece por 6 meses sur lie para afinamento. Vamos as impressões?


Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração amarelo palha brilhante, límpido e com alguns reflexos dourados.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos, tropicais e toques florais.

Na boca o vinho apresentou certa untuosidade, mostrando corpo médio para encorpado e uma excelente acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era fresco, longo e saboroso.

Um bom vinho branco para o dia a dia, principalmente quando quisermos fugir do comum. Me parece que vai bem sozinho, só com um bom papo ou uma boa companhia (ou mesmo ambos). Mas sem dúvidas nenhuma, fez um belo par com uma boa comida japonesa. Eu acho que vocês deveriam provar. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Viña Tabalí e seus belos vinhos do Vale do Limarí

Eu estou numa busca constante de tirar o atraso com as postagens por aqui e compartilhar com vocês o que de melhor eu tenho visto e provado, mas ainda tenho falhado nesta missão. Hoje trago pra vocês alguns vinhos interessantes que provei ainda em junho mas que não havia tido tempo de sentar e organizar minhas anotações. Espero que me perdoem, mais uma vez, mas espero também que curtam como eu tenho curtido cada momento para trazer estas notícias pra vocês.


Em junho passado a importadora World Wine recebeu a visita do enólogo chefe da vinícola chilena Vinã Tabalí, Felipe Muller, e tive a oportunidade de participar de um happy hour com ele onde nos foi apresentado as novas safras das linhas Tabalí Reserva e Talinay (muito bem pontuado no Guia Descorchados), além de uma abordagem a cerca das curiosidades sobre a região de Limarí e as características de seus vinhos de solos calcários. Vamos ver o que tiramos desta conversa?

A Viña Tabalí é uma das pioneiras na elaboração de vinhos no Vale do Limarí, que de 12 anos pra cá com o início da produção de vinhos por lá, tem se mostrado como uma região "cult" principalmente quando falamos de vinhos brancos. Isso tem se dado em função de sua proximidade com o deserto do Atacama e do Oceano Pacífico, trazendo grande amplitude térmica entre dias quentes e noites frescas além de seus solos de base calcárea e a topografia em si, de um vale aberto ao mar que recebe a famosa "Camanchaca", ou uma neblina que encobre a região e leve brisas costeiras aos vinhedos por lá plantados. Outra característica dos vinhedos desta região é a produção de vinhos que carácter mineral muito acentuado, quase salinos. Em sua maioria, uvas brancas e de amadurecimento mais lento tem se mostrado propícias para estes terroir tais como Chardonnay e Pinot Noir, entretanto a Viña Tabalí também tem feito excelentes trabalhos com a delicada Pinot Noir e a difícil Syrah. Fomos então apresentados aos vinhos das linhas Tabalí Reserva e Talinay, dos quais destaco os seguinte vinhos:


Talinay Chardonnay 2012 - um varietal 100% Chardonnay do vinhedo de mesmo nome, localizado a norte do Chile, tem fermentação e passagem de 11 meses em barricas francesas com batonnage diária. Resulta num belo vinho de cor palha com reflexos dourados, brilhante e límpida. Trás no nariz aromas de frutos cítricos, pimenta, manteiga, baunilha e fósforo. Na boca temos um vinho untuoso, gordo, com excelente acidez e que adiciona uma pegada mineral evidente e um final de média pra longa duração. Interessante notar que a madeira fica em segundo plano, deixando o frescor e a fruta sobressaírem. Delicioso.


Tabalí Reserva Pinot Noir 2013 - também um varietal 100%, desta vez Pinot Noir claro, tem passagem de 10 meses em barricas francesas. Aqui temos um vinho de coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. O nariz é bem limpo e nítido de frutas vermelhas frescas, especiarias e notas terrosas. Na boca tem corpo médio, boa acidez e taninos fininhos. Retrogosto confirma o olfato. Final de boa longevidade. Fresco e equilibrado, um belo vinho com boa tipicidade.


Talinay Pinot Noir 2013 - elaborado exclusivamente a partir de uvas Pinot Noir do vinhedo Coastal Limestone, no Vale do Limarí, norte do Chile. Passa por estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês. Assim pudemos degustar um vinho de cor rubi violacea de média intensidade, brilhante e limpido. Aromas de frutos vermelhos silvestres, notas florais, algo de herbáceo sobre um fundo bem mineral. No paladar apresenta corpo médio para encorpado, acidez muito viva e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era muito longo e saboroso. Belíssimo vinho.


Tabalí Reserva Especial Red Blend 2012 - aqui temos um blend das uvas Syrah, Cabernet Sauvignon e Merlot de videiras plantadas no mais antigo terraço aluvial do rio Limarí. O vinho passa por 18 meses em barricas francesas, sendo que 70% destas são de primeiro uso. Como resultado temos um vinho de coloração violácea profunda, intensa mas com bom brilho e limpidez. No nariz o vinho mostrou muita complexidade com frutas vermelhas e negras, especiarias, tabaco, chocolate e algo de floral. Em boca é carnudo, encorpado, com uma acidez gostosa e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo. Outro excelente vinho.

E lá se foi mais uma noite com grandes vinhos, ótimas companhias, muito conhecimento trocado e opções para todos os bolsos e gostos. Se você ainda não conhece os vinhos da Viña Tabalí, recomendo que o faça. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Domaine Oriental Chardonnay 2015

Ontem foi dia dos pais, e por mais que o carácter comercial tenha deturpado um pouco esta data, é sempre bom ter a oportunidade de estarmos juntos a quem, juntamente com a nossa mãe, nos deu a vida e passou todos os ensinamentos, carácter e afins. E pra comemorar, é claro que um gostoso almoço em família não poderia faltar, e junto, um vinho bacana também. E o escolhido do dia foi o Domaine Oriental Chardonnay 2015. Vamos ver o que descobrimos sobre ele? 


A história da Viña Casa Donoso, produtora do vinho de hoje, começou em 1989, quando um grupo de empresários estrangeiros, cativado pela beleza e pelas potencialidades do Valle del Maule, adquiriu a fazenda La Oriental, que pertencia à senhora Lucia Donoso Gatica, sendo que este histórico “domaine” está situado no coração da famosa DO chilena e a 250 quilômetros ao sul de Santiago. Uma mulher de especial encanto e empuxe empresarial, ela não só inspirou um dos primeiros vinhos engarrafados, “Doña Lucía”, mas também o próprio conceito da Viña Casa Donoso, orientado para a produção tradicional de vinhos tintos e brancos, no melhor estilo francês. A Vinha Casa Donoso maneja quatro vinhedos no Vale do Maule. O primeiro, “Fundo La Oriental”, está localizado a leste da cidade de Talca (daí o nome), capital da região do Maule. O segundo, “Fundo Las Casas”, está situado na zona de San Javier. O terceiro, “Fundo San Vicente”, localiza-se a poucos quilômetros ao norte do “Fundo La Oriental” e o último é o Pencahue. Atualmente a vinha ocupa uma área de cerca de 710 hectares.

Sobre o Domaine Oriental Chardonnay 2015, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Chardonnay de vinhedos com idade média de 15 anos, lá no Vale do Maule. Cerca de 60% do vinho passa por 3 meses de envelhecimento em barricas de carvalho enquanto o restante fica em tanques de inox. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com leves reflexos dourados, uma ótima limpidez e excelente brilho.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, leve toque de mel e manteiga.

Na boca o vinho mostrou ser untuoso e fresco, com o retrogosto confirmando o olfato. O final era longo e saboroso.

Mais um excelente vinho chileno que provo por aqui, ainda mais se levando em conta o custo benefício. O vinho era tão fresco e alegre, que nem percebi que a garrafa foi esvaziando. Impressionante! Eu recomendo, e muito, a prova do vinho. É mais um vinho do Clube de Vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Macchia Primitivo di Manduria 2012

Com a colheita de 1961, a Sociedade Cooperativa Cantine Lizzano foi criada, produzindo o vinho das primeiras uvas deixadas por 111 parceiros, pioneiros do desenvolvimento econômico e social no sul da Itália, na famosa região de Puglia. Uma terra avermelhada e beijada pelo sol, cobrindo uma camada de rocha calcária, que é sacudida por ventos contrários que escoa através dos muros de pedra seca e difundindo o perfume da mata e oliveiras do Mediterrâneo. Em 1989, Luigi Ruggiero, médico e fazendeiro, reuniu um grupo de produtores de vinho para aumentar a produção local, combinando as práticas tradicionais com as mais modernas técnicas de vinificação recebendo então o selo de DOC. 


Sobre o Macchia Primitivo di Manduria 2012, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Primitivo da região de Lizzano, em Salento na Puglia. Passa por um periodo entre 5 a 6 meses em grandes barricas de carvalho francês para maturação. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com ligeiro halo granada, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e alguma cor.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas negras em compota, especiarias, capuccino e chocolate.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Mais um belo vinho italiano provado por aqui e mais do que isso, aprovado. A garrafa parecia menor pois acabou bem rapidinho. Eu recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Importadora Caves Santa Cruz e seus drinks de vinho do Porto

Remexendo meus alfarrábios, descubro que existe um assunto bem legal que acabei deixando de fora aqui do blog na época, mas que eu entendo que vale a pena compartilhar com vocês. E este post se originou ainda durante a Expovinis deste ano, em meados do mês de junho, mas ficou perdido entre a inundação de assuntos que eu gostaria de compartilhar com vocês mas que não tenho tido tempo de faze-lo. Espero que gostem.


Durante a Expovinis deste ano eu conheci a Importadora Caves Santa Cruz, empresa que foi criada em 2012 pelo português Ramiro Cruz com o intuito inicial de trazer vinhos de seus antepassados patrícios, mas que com o desenrolar do mercado, começou a trazer com exclusividade para o Brasil mais de 150 vinhos de seis diferentes nacionalidades. Fazem parte do portfólio da importadora as vinícolas: Quinta das Hortas, Caves Primavera, Vallegre e Quinta da Pacheca, de Portugal; Caldirola, RoccaVini&Figli e Madona, da Itália; Boisset, da França; Murviedro, da Espanha; AndeanViñas (Grupo Peñaflor) e R.P.B, da Argentina; e Corinto e Viña Carta Vieja, do Chile. A empresa também importa e distribui azeites e alimentos. A importadora acaba de inaugurar o Showroom Caves, espaço que expõe todos os rótulos da importadora, localizado na Vila Prudente, zona leste da capital paulista. 

A participação da Caves Santa Cruz durante uma Expovinis mais contida e aconchegante foi ousada e marcante, de uma maneira muito diferenciada, apostando principalmente em seus excelentes vinhos do Porto mas também em coquetéis feitos a base desta bebida, algo até então pouco explorado no mercado de vinhos do Brasil. O barman presente no estande da importadora preparou os seguintes drinks para o evento: Portônica, preparado com vinho Pacheca Porto White; Portopolitan, versão inusitada do clássico Cosmopolitan, feita com o vinho Pacheca Porto Reserva; e, por último, o drink Pink Old Laughing Lady, feito com o rótulo Pacheca Porto Pink. Ficaram curiosos? Que tal ter a receita destes drinks e tentar em casa? Consegui as receitas e passo a vocês abaixo:


Portônica

60 ml de vinho do Porto branco
8 folhas de manjericão
20 ml de suco de limão siciliano
80 ml de água tonica

Modo de preparo

Adicione no copo as folhas de manjericão e gelo e complete com outros ingredientes. Decore com rodelas de limão siciliano e talos de manjericão.


Portopolitan

30 ml de vinho do Porto Reserva
30 ml de infusão de chá de hibisco
30 ml de suco de cramberry
20 mil de suco de limão siciliano

Modo de preparo

Bata todos os ingredientes na coqueteleira com gelo para homogeneizar, sirva em taça martini, após dupla coagem. Para decorar use uma fatia de casca de laranja.


Old Laughing Lady

60 ml de Pacheca Port Pink 
25 ml de Gin
20 ml de xarope de gengibre 
8 cubos de pepino

Modo de preparo

Macere o pepino na coqueteleira, em seguida adicione todos os ingredientes com gelo. Bata até homogeneizar. Faça dupla coagem e decore com uma fatia de pepino.

Entendo que esta também pode ser uma maneira de democratizar o acesso ao vinho, tendo em vista que o brasileiro em geral gosta muito da vida noturna, de ir a bares acompanhar esportes, está acostumado a drinks como caipirinha, margueritas (comumente drinks a base de destilados) e por que não, drinks a base de vinho

Desafio você leitor a preparar algum destes drinks, provar e depois me contar o resultado. Eu recomendo a prova, todos são muito saborosos.

Até o próximo!

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Winebar com Mendel Wines em destaque

Ontem a noite tivemos mais um oportunidade de acompanhar o Winebar, degustação virtual conduzida pelo apresentador, Daniel Perches, e um convidado sempre muito especial (normalmente enólogo ou sommelier ligado aos vinhos a serem discutidos). Falando especificamente da noite de ontem, tivemos pela primeira vez a presença de Roberto de La Mota, um dos mais conceituados enólogos argentinos e proprietário da Bodega Mendel. A idéia aqui era falar da diversidade de uvas produzidas na Argentina, muito além da famosa Malbec. E para ilustrar tal idéia, os vinhos que viriam a ser degustados eram o Mendel Semillon 2014 e o Lunta Tempranillo 2012.

A Viñedos y Bodega Mendel surge em 2003, da união de Roberto de la Mota, um dos mais respeitados e experientes enólogos argentinos, e de uma família argentina comprometida em obter vinhos da mais alta qualidade que expressam o carácter único das vinhas e os atributos incomparáveis do terroir de Mendoza. Seus vinhedos estão localizados em Perdiel- Finca dos Andes e Finca Mayor Drummond - entre 900 e 1.100 metros acima do nível do mar, na melhor e mas irrigada terra de Lujan de Cuyo.


Falando um pouco dos vinhos degustados, comecemos pelo Lunta Tempranillo 2012, vinho este que pode ser considerado de uma linha de entrada da vinícola. É um vinho feito com 100% de uvas Tempranilllo de Luján de Cuyo com 60% do vinho passando por madeira francesa por cerca de 8 meses, depois mais 6 meses em garrafa antes de ser comercializado. O resultado? Um vinho de coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Aromas de frutos vermelhos frescos, especiarias, algo de tabaco, baunilha e tostado. Na boca o vinho apresenta corpo médio, boa acidez e taninos suaves. um bom vinho que acompanhou costelas suínas ao sal grosso e repolho picante.



Agora passaremos ao que foi, na minha opinião, a estrela da noite: o Mendel Semillon 2014. Segundo Roberto, esta variedade branca foi trazida para a Argentina juntamente com a Malbec mas, não tendo feito o sucesso que sua irmão tinta, acabou sendo negligenciada. De qualquer maneira, este belíssimo exemplar é feito 100% com uvas Semillon de Altamira, em San Carlos provenientes de vinhas consideradas velhas (idade média de 73 anos) a uma altura de mais de 1000 metros acima do nível do mar. A fermentação ocorre em tanques de aço inoxidável e 15% do vinho passa por 6 meses em barricas de carvalho antes de ser engarrafado. Assim obtêm-se um vinho amarelo dourado com alguns reflexos ainda esverdeados, muito límpido e brilhante. No nariz muita fruta cítrica, algo de mel e floral. Na boca um vinho de boa untuosidade e excelente acidez. Final longo e saboroso. Uma delícia de vinho, daqueles que realmente se vai sem que percebamos. Acompanhou um belo risoto caprese e salmão assado. Sem dúvida o campeão da noite.


Assim finalizamos mais uma degustação com o pessoal do Winebar e esses excelentes vinhos argentinos da Mendel Wines. Vale ressaltar que os vinhos são trazidos ao Brasil pela Expand. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Divulgação: Novo centro de enoturismo da TAYLOR´S (Porto, Portugal)

Olha só que noticia legal que eu recebi estes dias, ainda mais para pessoas como eu, que tem como objetivo de curto/médio prazo uma viagem a Portugal para descobrir todos os encantos que nossa terra pátria tem a nos oferecer. Ainda mais em se tratando de vinhos. A Taylor's, uma das maiores produtoras de vinho do Porto, inaugura seu novo centro de visitas, após profunda renovação, criando uma verdadeira imersão no universo do vinho do Porto.


Após meses de reestruturação e modernização, a Taylor´s anuncia a abertura de seu novo Centro de Visitas, localizado no coração da zona histórica de Vila Nova de Gaia. Um passeio pelo complexo e delicioso mundo do Vinho do Porto e da Taylor´s que proporciona ao turista uma experiência inesquecível! Para Adrian Bridge, diretor-geral da Taylor’s, a empresa sentiu a necessidade de oferecer aos mais de 100 mil visitantes anuais um outro tipo de experiência, mais adaptada ao século XXI e que se destaque dos outros 16 centros de visita às caves de vinho do Porto que estão por perto. Para isso, a empresa investiu mais de um milhão de euros nas novas instalações.


A visita custa 12 euros e está disponível em áudio-guia em cinco idiomas: inglês, espanhol, francês, alemão e português; e leva os turistas através das caves que abrigam os antigos tonéis e mais de 1.500 pipas, onde envelhecem os vinhos do Porto antes da comercialização. Cada visitante ficará livre para escolher quanto tempo deseja dedicar às 11 áreas em que se divide o tour completo: o percurso rápido leva 20 minutos e o completo pode levar até duas horas.

O tour começa pela história da marca, criada em 1692, contada por áudio, fotografias e vídeos. Os visitantes percorrem os túneis que abrigam a lendária coleção de vintages da Taylor´s, alguns com mais de dois séculos. Estas garrafas especiais encontram-se deitadas umas sobre as outras e repousam neste local até atingir a maturidade perfeita. Um dos pontos altos da visita é a garrafeira Vintage, que abriga uma das mais raras coleções de vinhos do Porto Vintage. Uma verdadeira viagem ao universo do vinho do Porto! Após este trajeto, os visitantes seguem para a sala de degustação, local onde podem provar o Taylor´s Chip Dry e o Taylor´s Late Bottled Vintage, sempre com os comentários de um expert da empresa. Para os que desejarem uma degustação mais completa, com inclusão de outros vinhos e até mesmo com alguns snacks e chocolates para harmonização, um novo valor é cobrado.

Adrian Bridge destaca: "Sentimos que estava na hora de atualizar a nossa visita usando tecnologia moderna. O áudio tem conteúdo para uma visita de duas horas para os turistas que desejarem ver e aprender tudo o que puderem. No entanto, muitos vão preferir ir mais rapidamente para a sala de provas, onde têm acesso a uma ampla gama dos nossos vinhos do Porto."

Centro de Visitas Taylor´s
Horário: 10:00 às 19:30pm (última visita começa às 18:00)
Entrada: 12€ por pessoa
Rua do Choupelo nº 250, 4400-088 Vila Nova de Gaia
www.taylor.pt

No Brasil, os vinhos Taylor´s são importados e distribuídos pela Importadora Qualimpor.

Qualimpor

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Divulgação: Presentes para o dia dos Pais Qualimpor

Com a proximidade do dia dos pais, muitos importadores/produtores/comerciantes de vinhos preparam ofertas e criam kits e embalagens especiais para presentear. Eu recebi algumas destas ofertas e repasso aqui algumas que achei interessantes da Qualimpor Importadora. Espero que gostem.

CAIXA vinho do Porto TAYLOR´S SELECT RESERVE


Uma charmosa embalagem para presentear. Acompanha uma garrafa 750 ml de vinho do Porto Taylor´s Select Reserve, da maior produtora mundial deste tipo de vinho, e duas taças de cristal. Um vinho fresco e imensamente frutado que até já foi degustado e compartilhado aqui no blog. Acompanha muito bem queijos, frutas secas e sobremesas com chocolate. Pode ser encontrado nos empórios e lojas especializadas no Brasil. Preço: R$ 164,00

VINHO DO PORTO TAYLOR´S 1966 SPECIAL HARVEST


Um presente mais que especial, ainda mais para os pais que completam 50 anos de idade em 2016. O vinho do Porto Taylor´s 1966 Special Harvest, terceira safra da Coleção Single Harvest Colheita 50 Anos, é raro, proveniente de um só ano e atinge a maturação em velhos cascos de carvalho. É apresentado na clássica garrafa fosca, associada aos famosos Tawnies de idade da Taylor’s e acompanhado por uma linda caixa de carvalho. No Brasil, o Taylor´s Single Harvest 1966 custa R$ 1.300,00.

FREIXENET CORDON NEGRO


Cordon Negro Brut representa sucesso de vendas no Brasil. Tradicional cava espanhol, elaborado com as uvas tradicionais espanholas Macabeo, Xarello e Parrelada, é leve e frutado. Ideal para acompanhar frutos do mar, risotos e carnes brancas. Cava leve e apreciado por seu grande frescor que o torna muito atual, elaborado por um coupage com as três variedades tradicionais do Penedés. Cava muito frutado devido à fermentação do vinho base com temperaturas controladas entre 14 e 16°C, retendo grande parte da fração aromática. Também já foi discutida por aqui. Preço: R$ 96,00.

Estes vinhos são importados pela Qualimpor. Entrem em contato com eles através do site www.qualimpor.com ou liguem para 0800-7024492.

Até o próximo!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

J. Bouchon Canto Sur 2014

Com tantos eventos e vinhos degustados ultimamente, fica difícil manter em dia os posts por aqui mas vez ou outra, prometo que tentarei com todo meu esforço atualizar vocês, meus caros leitores, com alguma coisas boas que provei por ai. O vinho de hoje, o J. Bouchon Canto Sur 2014 foi uma grata surpresa que conheci no International Wine Show do Frei Caneca. Espero que gostem.


Na Bouchon Family Wines, tudo começou no século 19, quando um jovem enólogo francês de 22 anos, chamado Emile Bouchon, chegou ao Chile, vindo mais especificamente de Bordeaux para o Vale do Maule para fundar sua própria vinícola. Depois de muitos anos de trabalho duro, ele conseguiu adquirir uma antiga vinícola no Vale do Colchágua chamada Angostura (com vinhedos de mesmo nome), onde começou a cultivar as variedades típicas francesas como Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Sauvignon Blanc. Emile conheceu e casou com Germaine Fauré, cuja família também deixou a França para o Chile em busca de novas oportunidades, e tiveram quatro filhos juntos. Seus dois filhos, Abel e Antonio, passaram a estudar agronomia na Universidade do Chile e mantiveram a tradição vinícola da família viva, assim como o filho de Antonio, Julio, faria muitos anos depois. Hoje a quarta geração da família é quem toca os negócios.

Falando agora especificamente do J. Bouchon Canto Sur 2014, podemos ainda acrescentar que este vinho é um blend das uvas Carménère, Carignan e País (70% da primeira e 15% de cada uma das outras duas). A fermentação acontece em tanques de concreto onde ocorre também o envelhecimento, por cerca de 4 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros maduros, especiarias (mais voltado para pimentas) e café espresso.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belo vinho chileno, num corte inusitado e que vale a prova. Elegante, corpulento e harmônico. Eu recomendo.

Até o próximo.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Divulgação: 2º Festival Morana - Vinhos Finos e Cervejas Artesanais


Essa dica fica pros moradores de Cotia e região, mas não restrito a eles pois pode ser um belo passeio de sábado com a família. O maior evento de vinhos finos e cervejas artesanais de Cotia está recheado de atrações e produtos que aguçarão seus cinco sentidos!

Após o sucesso da 1ª edição, o 2º Festival Morana apresentará mais de 200 rótulos para degustação entre vinhos e cervejas, contando com a presença dos principais produtores e importadoras do ramo, além  de atrações como Música, Espaço Zen, Food Trucks, Brassagem de cerveja artesanal e Wine Lab.

Para os apreciadores de cerveja, a brassagem será aberta ao público e irá demonstrar o passo a passo da produção de cerveja artesanal. Para os curiosos e enófilos de plantão, o Wine Lab será conduzido pelo Instituto Federal São Paulo (IFSP – Campus São Roque) e apresentará curiosidades que envolvem toda a produção do vinho, desde as estacas de videiras a vinhos em processo de fermentação.

Devido a estimativa de público, o evento será realizado em um hangar, espaço maior, aconchegante e de fácil acesso. O ingresso da direito a uma taça exclusiva e R$30,00 são revertidos em compras durante o evento.

Data: 06 de Agosto de 2016

Valor do ingresso: R$80,00

Local: Hangar Aeródromo Nascimento – Estrada de Caucaia do Alto, km 1,5 – Cotia.

Horário: das 15:00 às 20:00h

Estacionamento: Gratuito

Informações: 11 4614-0334

Ponto de venda: Empório Morana - Av. Ivo Mario Isaac Pires, 1620 (antiga Estrada de Caucaia do Alto) – Cotia


Nos encontramos por lá?

Até o próximo!

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Espumante Don Laurindo Brut Rosé: #CBE e as borbulhas!

Chegamos ao dia da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs, aqui no Balaio, sendo que o tema de agosto foi proposto pelo amigo Marcello Galvão, do blog Agenda de Vinhos, que escolheu assim: "Pensei bastante no tema, e vou aproveitar que a temperatura subiu bastante aqui no Rio de Janeiro, pra sugerir uma bebida que muito me agrada. Espumante Brut Rosé do novo mundo elaborado pelo método tradicional. Sem faixa de preço." Bom, como por aqui missão dada é missão cumprida, fomos de Espumante Don Laurindo Brut Rosé. Vamos ver o que descobrimos sobre ele?


A Vinícola Don Laurindo recebeu este nome e se estabeleceu como produtora e comercializadora de vinhos em 1991, porém sua história data de muito antes, quando as primeiras gerações da família Brandelli saíram do norte da Itália, da província de Verona, e vieram aportar na Serra Gaúcha, mais precisamente em Bento Gonçalves. Como todos os imigrantes, no início, sobreviveram dedicando-se à agricultura rudimentar da época e simultaneamente, iniciaram o plantio de videiras, cujo vinho se destinava ao consumo da família. Em 1946, adquiriram terras na localidade Oito da Graciema, onde se consolidaram na produção de uvas e vinhos. Desde então o cuidado com as uvas desde os vinhedos até o envelhecimento, ou não, dos vinhos em madeira tem feito com que o prestígio e a qualidade da vinícola tenham subido e muito na consideração dos consumidores.

Já sobre o Espumante Don Laurindo Brut Rosé, podemos ainda acrescentar que é um espumante feito 100% com vinho base de uvas Merlot através do método champenoise (segunda fermentação na própria garrafa). Não encontrei informações e no dia em que provei também me esqueci de perguntar o tempo de contato com as leveduras. Enfim, vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou coloração rosa salmão mais escura que o convencionalmente vemos neste tipo de espumante, bom brilho, limpidez e com boa formação de pequenas e consistentes borbulhas (perlage para os mais chatos).

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, toques florais e minerais.

Na boa o vinho espumante era de corpo leve pare médio com um excelente frescor. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um bom vinho espumante nacional degustado por aqui, uma opção bem econômica e que demonstra todo o potencial do sul do país para a fabricação de espumantes. Um vinho espumante que deve cair bem em qualquer ocasião, até pra ser bebido sozinho. Tarefa dada é tarefa cumprida.

Até o próximo!